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The Capsule Café: há um novo neo-bistro com alma ucraniana na vila da Ericeira

Lombo de atum com aparência de entrecosto, feito com molho barbecue, ketchup de espinafres, molho de alho negro e gratin de batata. (Fotografia de Paulo Spranger/GI)

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Chegados a Portugal há cinco anos, muito antes do rebentamento da guerra no país natal, foi com naturalidade que Tetiana Pidgurchenko e Oleksander Kukhtenko se deixaram encantar pelas cores azul e branco do oeste, mais concretamente pela vila piscatória da Ericeira. “Adoro Portugal e a Ericeira. É um sítio autêntico e não quero sair daqui”, afirma Tetiana, 38 anos, com um sorriso nos lábios. Tendo experiência em marketing e comunicação e um marido empresário, foi fácil criar o “neo-bistrô” The Capsule Café, dentro da vila.

Com raízes em Kiev e na ocupada Crimeia, Tetiana e Sacha (como é ali conhecido) trouxeram, há dois anos, uma equipa composta por ucranianos, com Alex Horbenko, natural de Kerson, a assumir pouco tempo depois o papel de chef. Na cozinha virada para a sala fala-se ucraniano, russo, italiano e português e sente-se um ambiente leve e descontraído, mas Tetiana, mais presente no dia a dia do negócio (e afastada das lentes fotográficas), não esconde, a espaços, a preocupação com os familiares que continuam em Kiev.

O chef Alex Horbenko. (Fotografia de Paulo Spranger/GI)

Ainda que esteja aparentemente mais distante dos ataques, a capital ucraniana sofre os efeitos da invasão russa, registando falhas na rede elétrica, e os pais e amigos do casal, apesar de mais protegidos, também têm sido afetados. Vive-se, por isso, “um misto de emoções”, nas palavras do diretor de operações David Silva. Atenta e solidária, a equipa pretende realizar jantares a quatro mãos com chefs portugueses, e reverter o valor para associações que apoiam as vítimas.

De resto, Tetiana já o faz desde o início do conflito. Outra das formas de manter vivo o espírito combativo da Ucrânia é homenagear a sua gastronomia. É o que faz Alex, com 31 anos e 12 de experiência, recorrendo a técnicas complexas de fermentação e cozinha molecular que resultam em pratos inspirados na Ucrânia, em Portugal e na Ásia. Exemplo disso é o25

(Fotografia de Paulo Spranger/GI)

(Fotografia de Paulo Spranger/GI)

Pouco comum é também o tártaro de carne biológica e atum seco com creme de abóbora, iogurte e wasabi; assim como a sopa de castanha com língua de vaca, cogumelo ostra marinado e especiarias. Para acompanhar, há vinhos naturais e biológicos, como o Uivo Pet Nat, de produtores nacionais. O espaço também serve pequenos-almoços e brunches, e está aberto a todos os clientes, inclusive os de quatro patas. Uma oferta gastronómica criativa em ambiente descontraído.

 


Paixão pela Ericeira
Tanya e Alexander são apaixonados pela Ericeira, pelo mar e pela qualidade de vida que a vila proporciona.


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