Subir ao último piso do hotel Verride Palácio de Santa Catarina já valeria a pena pela vista arrebatadora da cidade que se tem do seu miradouro a 85 metros de altitude face ao Tejo. Desde há um ano, porém, que o restaurante Suba tem redobrados motivos para ser visitado: as criações do chef Fábio Alves, de cozinha portuguesa contemporânea, para provar à carta, em menus de degustação ou num menu executivo ao almoço.
O Tejo nunca se perde de vista, seja qual for a mesa que nos calhe no Suba. É, aliás, o primeiro elemento a arrancar elogios em conversa, de tão luminoso, calmo e azul que corre lá em baixo. Depois da visão, chega o estímulo do paladar (e do tato) com crocantes de milho e arroz para comer à mão, manteigas de alho e alecrim e uma mousse de salmão para barrar em diferentes pães.
O olfato, por sua vez, é estimulado ao abrir uma caixa com fumo de partículas de carvalho francês. Lá dentro vem uma colher de presunto curado e fumado artesanalmente, com foie gras e gel de framboesa. Tudo certo para dar início a um dos menus de degustação. Fábio Alves inicia a experiência com uma vitela arouquesa desfiada, com gema de ovo e um caldo de cogumelos mourille do norte; seguindo para uma sopa de peixe inspirada nas caldeiradas de Sesimbra (onde trabalhou no hotel Sana), com robalo e camarão cozinhados em água de mar.
A pintada com cogumelos e puré de batata trufado encerra os pratos principais. Depois, segue-se uma sobremesa digna de registo fotográfico e de memória: uma esfera de chocolate de São Tomé e Príncipe polvilhada de pó de ouro e recheada de frutos vermelhos, acompanhada de gelado de framboesa e crocante de favos de mel. Quando o creme de baunilha é derramado por cima, a esfera derrete e abre-se quase cenicamente. Mais um ponto alto no Suba.
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