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Prato do dia: A alta cozinha de Monção no Solar do Presuntos

Açorda de lavagante no Solar dos Presuntos (Fotografia de Paulo Alexandrino)

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Está aqui o restaurante que todo o português chama ao peito e aclama como dos melhores – senão mesmo o melhor – do país. À entrada anuncia-se alta cozinha de Monção mas a casa hoje brilhantemente governada por Pedro Cardoso assume a portugalidade como um todo. Logo que chegamos somos recebidos com sorrisos e afabilidade, sem distinções, e é sempre com um sorriso nos lábios que dali saímos.

As entradas são diversificadas e a combinação proposta de queijo de São Jorge, presunto pata negra e chourição é infalível, juntamente com pão quente. O serviço tem coreografia impecável e os empregados conhecem bem a clientela. A açorda de lavagante é excecional e altamente recomendável. O mesmo se pode dizer da sopa de lavagante, bisque de sabor bem vincado. Isto se conseguir resistir a percorrer as entradas e escolher duas ou três. Proponho o bife tártaro de novilho: esta versão do chef Hugo Freitas Araújo é de suprema qualidade. Gosto muito também do tártaro de atum fresco, que aqui se chama lâminas de atum, um toque pouco vulgar de mar que nos afaga a alma. E não pode deixar escapar os maravilhosos rissóis de camarão que a grande cozinha produz como objetos de ourivesaria. Crocantes e muito cremosos por dentro.

Restaurante Solar dos Presuntos (Fotografia de Paulo Alexandrino)

A secção de peixe é, como todo o cardápio, repleta de grandes valores culinários. Destaco por exemplo as pataniscas de bacalhau com arroz de feijão, deliciosas, gulosas até. O bacalhau à lagareiro é feito e apresentado com grelos e batatas e é incontornável, os amigos do fiel amigo vão deliciar-se com esta pequena maravilha. Processa-se uns filetes de peixe-galo de antologia, servidos com arroz de tomate que encantam e convencem.

Nas carnes estamos muito bem, com o cabrito assado à moda de Monção a pontificar diariamente. À terça há galinha de cabidela com tal aprumo culinário que são inúmeros os que se lhe rendem e encomendam. Já agora, quarta é dia de cozido à portuguesa particularmente bem servido, com peças escolhidas a dedo e o caldo maravilhoso que todos amamos. E à sexta sai um grande arroz de pato, de fortes tempero e personalidade.

As sobremesas são todas deliciosas, da lavra da grande chef pasteleira Dunia. Interpreta com mestria o Doce da Avó Luísa, que data da fundação da casa, em 1974. Faz uma deliciosa tarte de amêndoa. E apresenta um maravilhoso crepe Suzete, de elevadíssimo gabarito. Deixamos ao critério dos muitos clientes que por aqui passam o assunto dispensável de ser ou não o melhor. Mas é.

Algo está a fazer com que o sistema não consiga mostrar a ficha ténica desejada. Pedimos desculpa pelo incómodo.