A idade não é um posto, dentro das quatro paredes deste histórico restaurante do Guincho, uma das referências na linha de Cascais. A celebrar os seus 73 anos de portas abertas, o Porto Santa Maria não se deixa dormir à sombra da antiguidade e reabriu renovado, mais luminoso e amplo, com nova decoração e novos espaços, como o bar central que serve para comer ao balcão ou beber um copo, e a uma confortável zona de espera com sofás e almofadas.
O restaurante, que conseguiu manter a sua presença no Guia Michelin durante 25 anos, com uma estrela entre 1984 e 2008, já tinha feito uma reabertura ainda antes de ter chegado o surto pandémico, tendo levado a cabo uma remodelação de dois meses. Mas as diferenças podem ser vistas e saboreadas agora de novo, com a casa do Guincho a reabrir ao público a partir desta terça-feira, dia 26, de acordo com as normas de distância, segurança e higiene da DGS.
Se é verdade que a desafogada e altiva vista panorâmica para o mar da Praia da Cresmina se mantém, pré ou pós-Covid19, podendo a mesma ser apreciada de mesas junto a largas janelas, já a carta do restaurante está diferente. Ainda que a principal aposta seja a mesma, no peixe e marisco da costa portuguesa, com especial foco na zona de Cascais e Algarve, há novas propostas na renovada ementa do Porto Santa Maria.
A começar pelo novo trio de espetadas – de polvo, de lulas e gambas e do lombo -, pela caldeirada de peixe com amêijoa, pela salada de caranguejo real (28€) ou pelo polvo à galega com cogumelos portobello. O tártaro de atum rabilho (18€) é um dos destaques nas entradas, e nas massas aposta-se em pratos como os ravioli de lavagante (24€) ou o linguine carbonara com Queijo de São Jorge (18€).
Petiscos clássicos como os peixinhos da horta (7€), salada de polvo do Algarve (17€) e o pica-pau do lombo (22€) têm presença fixa na cozinha de Frederico Moreira, que está nesta casa há mais de trinta anos, e que tomou a liderança com a saída do chef Miguel Laffan, no ano passado. Quem preferir, pode escolher o peixe mais fresco do dia da forma que desejar, na chapa, na grelha ou ao sal: imperador, pregado, salmonete, linguado, pargo, robalo, cherne e garoupa são dos mais frequentes.
Se houver dúvida na escolha do vinho, basta ir até ao piso inferior e espreitar a renovada garrafeira do restaurante, dentro de uma adega em tons acobreados, onde habitam qualquer coisa como quase 200 referências vínicas. As reservas para as refeições são feitas pelo 214879450.
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