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O restaurante Sabores da Bahia, no Porto, tem comida baiana de conforto

Acarajé no prato, nos Sabores da Bahia. (Fotografia de André Rolo/GI)

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As saudades dos sabores apurados com que cresceu em Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano, levou Mónica Borges a criar um cantinho no Porto, onde vive há dois anos, que serve comida baiana todos os dias. “Sentia muita vontade de comer algumas comidas típicas da minha região aqui. O acarajé, por exemplo, era uma coisa que eu gostava de comer diariamente”, confessa.

Agora, o pequeno bolinho feito à base de feijão-frade e frito em azeite de dendê, é uma das especialidades cativas no menu do Sabores da Bahia, aberto há dois meses em frente ao Jardim de São Lázaro. O restaurante partilha o espaço com outro projeto, o Porto Loops, um serviço de aluguer de motos e scooters, num ambiente industrial, com longas mesas e cozinha aberta para a sala, a encher a atmosfera com os aromas da comida baiana. “Eu vejo o espaço como se fosse um daqueles barzinhos na Bahia, um local descontraído, para ir comer, beber e assistir à Copa do Mundo. O meu objetivo é trazer o maior número de brasileiros para nos juntarmos e assistir à competição naquele espírito à la Brasil”, assume Mónica.

A mesma massa do acarajé, feita ali todos os dias pelo Sr. Luís – mais conhecido por Lupa -, o cozinheiro da casa, serve de base a outro petisco baiano, o abará, que em vez de frito, é cozido, embrulhado numa folha de bananeira. Daquela cozinha saem ainda especialidades como a moqueca, de peixe e de gambas, a picanha, o ximxim de galinha, feito com uma pasta de camarão seco, caju, amendoim e gengibre, ou o caruru, preparado com quiabo, azeite de dendê e camarão. A origem de muitos destes pratos, grande parte de influência africana, é explicada na página de Instagram do Sabores da Bahia. Adicionalmente, à quinta-feira há maniçoba, uma espécie de ensopado feito com folha de mandioca triturada e carne de porco, e aos sábados é dia de feijoada.

“Nós, baianos, temos o costume de comer comidas muito fortes, com temperos peculiares. Até podemos encontrar estes pratos noutras regiões, mas como a gente diz: podemos viajar pelo mundo todo que na nossa casa vai sempre ter um gostinho diferente”, reflete Mónica.

Por esse motivo, quis criar “um espaço para as pessoas poderem matar saudades de casa. Principalmente depois da pandemia que nos afastou muito, eu queria trazer um pouco do Brasil para o Porto”. De sua casa, trouxe ainda a receita de bolo de fubá da avó, e outros truques de cozinha. “A minha avó foi uma grande referência para fazer isto”, admite.

Às sextas-feiras, os sabores baianos acompanham – além da habitual caipirinha – com música ao vivo. Há roda de samba e MPB. “Também cantamos Caetano, que eu sou muito fã dele e da Maria Bethânia. Eu sou de Santo Amaro da Purificação, então vamos dizer que somos conterrâneos”, remata.

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