Publicidade Continue a leitura a seguir

O Pastor, um restaurante de vegetarianos para vegetarianos, na Póvoa de Varzim

O Pastor Vegano, na Póvoa de Varzim (Fotografia de Ivan Del Val/GI)

Publicidade Continue a leitura a seguir

“Estou, finalmente, a viver os meus sonhos”, atira, sorrindo, António Bompastor. Ali, a dois passos da movimentada Rua da Junqueira, na Póvoa de Varzim, há fast-food 100% vegana. Francesinhas, pregos, hambúrgueres, cachorros, tudo saudável, tudo cheio de sabor. O Pastor Vegano abriu há um mês e António não esconde que está “de coração cheio”. Vegetariano há dez anos, trocou a assessoria financeira pela cozinha. Ganha menos, é certo, mas é “imensamente mais feliz”.

“Queria muito abrir um espaço deste género. Ganhei coragem e deixei de varrer os meus sonhos para debaixo do tapete”, explica, enquanto vai contando a história do espaço, que montou “em menos de dois meses”.

Joana, António, e os filhos Diogo e Inês n’O Pastor Vegano, na Póvoa de Varzim (Fotografia de Ivan Del Val/GI)

 

Da mulher, Joana, também ela vegetariana há uma década, e dos filhos – Inês e Diogo, há quatro anos vegetarianos por opção própria – recebeu “o apoio incondicional”. O sítio, em pleno centro da cidade à porta da Junqueira, foi “uma bênção” que lhe caiu dos céus. A decoração é simples, pontilhada de pequenas plantas e trepadeiras, a que se junta uma invejável esplanada. A cozinha está ali à vista de todos. O nome é um “castiço paradoxo” que arranca sorrisos à clientela: em criança, por causa do apelido, os amigos chamavam-lhe “pastor”. Agora, a dar corpo a um sonho de menino, num projeto a que se entregou de alma e coração, não hesitou: “Tinha que ser Pastor”. Ainda que, para muitos, o nome pudesse lembrar uma bela posta de carne e um rebanho de ovelhas, para António é paz, campo, ruralidade, pureza, infância, amizade, felicidade.

É ele quem recebe os que ali chegam. Para todos tem sempre um sorriso, um bom dia, uma palavra. Na cozinha não entra nada de origem animal. Depois, é o cuidado de quem, sendo “vegetariano em clara transição para vegano”, só dá aos outros o que escolhe para si e, sempre que possível, produtos locais.

 

Nos hambúrgueres, só o Beyond Burger, o hambúrguer de ervilha da fabricante americano que imita a carne sem usar proteína animal, não é feito n’O Pastor. Os de feijão, grão-de-bico, cogumelos e tofu são todos confecionados ali e servidos em pão de fermentação lenta. A francesinha leva, claro, queijo, fiambre, bacon, mas tudo 100% vegetal. Juntam-se o seitan e os espinafres. Depois, o habitual molho e, claro, a batata frita. Há cachorros, saladas com cogumelos, manga, quinoa e tofu e, nas entradas, ganham os fingers, palitos de tofu panados com molhos a gosto. Para beber, água filtrada, soda artesanal biológica Why Not, cerveja e chás frios para todos os gostos.

Não, vegetariano não é tudo verde e sem sabor. O Pastor é a prova disso. Quem experimenta – “veganos e não veganos” – repete e isso, para António, é “o maior elogio de todos”.

Algo está a fazer com que o sistema não consiga mostrar a ficha ténica desejada. Pedimos desculpa pelo incómodo.