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O Pão de Canela, na Praça das Flores em Lisboa, renovou os sabores e a decoração

O Bacalhau de Lisboa é feito à brás e tem farofa de azeitona. (Fotografia: DR)

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30A modernização do Pão de Canela impunha-se, ao fim de tantos anos, mas teve o cuidado de não desvirtuar a essência do negócio, que nasceu como pastelaria. “A par do Conventual, era o único espaço na Praça das Flores”, conta a gerente Filipa Tavares, que partilha a função com Filipa Machado. Para tal, recorreram à designer de interiores catalã Isabel López Vilalta, responsável pela decoração de um dos melhores restaurantes do mundo, entre outros espaços, e o resultado está à vista.

Quem entra, depara-se com azulejos irregulares de diferentes tonalidades de azul e rematados com peças em latão, em harmonia com os tons quentes de painéis de madeira e grandes tapetes persas vermelhos, que dão um ar sofisticado à sala. As obras permitiram ligar as duas salas por dentro: numa servem-se almoços, jantares e o muito procurado brunch de fim de semana e feriados (das 11h às 16h); e a outra mantém-se como pastelaria, onde um grupo de reformados faz partidas de xadrez.

(Fotografia: DR)

 

Os residentes no bairro também escolhem o Pão de Canela para trabalhar, fazer festas familiares e encontrar-se com amigos – e a carta agrada a todos. Com a chef Joana Duarte ao comando (ex-souschef de Henrique Sá Pessoa no Tapisco), vêm para a mesa irresistíveis petiscos para partilhar, como tempura de pota com lima e maionese de coentros; peixinhos da horta com maionese vegan; e pica-pau da vazia. Do forno, a sugestão recai no arroz negro com polvo, choco e maionese.

Uma das novidades da grelha é o atum braseado com alho francês grelhado e romanesco de shoyu. Já o polvo à lagareiro, o bitoque na frigideira e o bacalhau de Lisboa (numa versão própria, com farofa de azeitona) mantiveram-se, ou não fossem pratos clássicos e muito apreciados. A sugestão para um final doce recai sempre nas farófias da Alice, batizadas em homenagem à mais antiga colaboradora do Pão de Canela. Para beber há de tudo, incluindo vinhos naturais e orgânicos.

Contribuindo para a economia do bairro, a chef Joana Duarte abastece-se amiúde de frutas, legumes e carne no mercado da praça e no talho local. E, segundo conta Filipa, não é raro encontrarem os donos desses negócios a tomar um café no balcão ou a fazer uma refeição rápida na esplanada. Equipado tanto para o inverno, com aquecedores, como para o verão, o espaço exterior também é um convite a ficar, entre amigos, petiscos e copos de vinho, a ver a vida bairrista da Praça das Flores.

 

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