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O BIS chegou ao Porto, com a sua carta assente em risotos e pastas

O risoto de magret de pato. (Fotografia de Artur Machado/GI)

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Daniel Azevedo trabalhava como chef no grupo hoteleiro Pestana, até que decidiu criar um negócio próprio. “Tinha 25 anos e disse: a arriscar, é agora.” Assim nasceu o BIS – Pasta & Risotto, em Vila Nova de Famalicão, já lá vai quase meia década. “A ideia era fugir ao tradicional [restaurante] italiano em Portugal, que tem sempre pizas; focar nas pastas e nos risotos”, conta, sobre as especialidades da casa. Do Porto já costumava receber clientes – atraídos, sobretudo, pelos risotos. E foi nessa cidade que acabou por abrir, no início deste ano, um segundo espaço.

O nome BIS, inspirado no universo da música, traduz uma vontade de repetir algo prazeroso que pode ser transportada para a mesa. Acresce que o novo restaurante replica a receita do de Famalicão: ambos partilham a ementa. Há entradas, pastas, risotos, opções vegetarianas, veganas e sem glúten e ainda doces, das quais se destaca o tiramisu com cacau em pó e amêndoas, cujo empratamento é finalizado diante do cliente. De pizas, nem sinal. Mesmo no menu executivo semanal disponibilizado de terça a sexta, ao almoço – por 17 euros, dá direito a couvert, entrada, prato principal, bebida sem álcool e café.

Daniel Azevedo, proprietário e chef, com uma das suas pastas.
(Fotografia de Artur Machado/GI)

Daniel Azevedo vê o BIS como um restaurante italiano, “mas não o típico”. Na base de tudo está a cozinha italiana, com uns toques das cozinhas portuguesa e francesa. Esta última faz-se notar, por exemplo, no risoto de cenoura e laranja com magret de pato (o seu prato de eleição, ali), em alguns caldos amanteigados e ainda em elementos como o queijo Camembert, que protagoniza uma das entradas, ou o petit gâteau, nas sobremesas.

Já as influências nacionais vêm à tona, de tempos a tempos, em criações como o risoto de francesinha – que chegou a ser recuperado para um menu executivo e pode voltar à carta, tanto chamam por ele alguns clientes. Leva molho de francesinha, linguiça, bife laminado, ovo escalfado, uma telha de queijo Parmesão… E como essa já houve outras propostas de reinvenção de sabores tradicionais, como um risoto de cebolada com bacalhau ou um risoto de cozido à portuguesa.

Para beber, sugere-se desde sangrias e cocktails até cervejas e vinhos, na sua maioria portugueses, alguns deles italianos. A garrafeira está à vista, perfeitamente integrada na decoração, assente em madeiras, pretos e dourados. O mais recente BIS, cujo projeto de interiores ficou a cargo do arquiteto Nuno Capela, tem o dobro do tamanho do original, com os seus 68 lugares sentados, distribuídos por duas salas: a primeira com paredes de pedra e ar mais contemporâneo, a segunda a puxar pelas madeiras e pelas luzes amarelas, como em Famalicão.

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