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No Pescatore, novo restaurante virtual de Lisboa, o peixe é rei e senhor

Pescatore, Lisboa.

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Pelas razões óbvias, as cozinhas virtuais, focadas na entrega ao domicílio, são uma das ramificações gastronómicas que mais tem crescido desde a pandemia. O surgimento de novos projetos desta índole tem sido evidente em Lisboa, muitos destes ligados ao monoproduto, como já aconteceu com hambúrgueres e baos, ou a uma determinada cozinha, como a chinesa, a mexicana e a portuguesa. A viragem do novo ano traz à capital um novo restaurante virtual onde o peixe é rei e senhor – leia-se, o grande protagonista da carta do Pescatore.

Trata-se do primeiro restaurante do grupo Lisbon Street Kitchen, um novo coletivo de cozinhas da cidade focado no produto da época e no desperdício zero, e que planeia em breve abrir a sua primeira morada física, um restaurante italiano. No Pescatore, trabalha-se o produto do mar, aproveitando todas as partes do peixe, sob liderança do chef Silvio Armanni, que assume este novo desafio em Lisboa depois de ter passado por restaurantes Michelin lá fora, em Hong Kong e Tóquio, por exemplo.

 

A sandes de atum dos Açores é uma das propostas da casa.

O mexilhão de Aveiro com massa orecchiette, batata, tomate-cereja e salsa.

A sopa de abóbora, cenoura, alecrim fresco, avelãs picadas e vieiras da Galiza (6€) é destaque nas entradas e pode ser pedida em versão vegetariana. Nos principais, o atum dos Açores recheia uma sanduíche em pão puccia (da região de Puglia, Itália), com um tártaro de atum, pesto caseiro, stracciatella, rúcula, tomate e conserva de cebola roxa (13€); o mexilhão de Aveiro chega envolvido em massa orecchiette, batata, tomate-cereja e salsa (13€). Há ainda o peixe-espada do Atlântico com esparguete frito, pesto caseiro, tomate-cereja semi-seco, raspas de limão e pinhões biológicos tostados (13€) e a Trilogia do Mar, o nome da bowl que junta camarão e lula cozidos, tártaro de atum, cuscuz de trigo integral, emulsão de abacate e algas marinhas (13€).

O coletivo Lisbon Street Kitchen nasceu com a intenção de “quebrar a ideia de que as dark kitchens não têm comida de qualidade e que são apenas máquinas de produção”, explica Alykhan Popat, fundador do grupo. O mesmo adianta que quis “inovar e arriscar” com este novo Pescatore, “projeto desafiante ao nível da forma como as pessoas comem peixe em Lisboa”. Já o chef Silvio Armanni acrescenta: “O peixe em Portugal é incrível e o mercado de entrega focado no peixe era um nicho que achámos interessante explorar, até porque não há muita oferta. Sabemos também que as pessoas adoram e consomem muito peixe, por isso quisemos dar-lhes uma forma diferente e arrojada de o poderem comer”.

A sopa de abóbora, cenoura, alecrim fresco, avelãs picadas e vieiras da Galiza.

O peixe-espada do Atlântico com esparguete frito, pesto caseiro, tomate-cereja semi-seco, raspas de limão e pinhões.

A mousse de ricota e geleia de clementina, servida com maçã assada, castanhas assadas e alecrim (5€) e o bolo Caprese, com farinha de amêndoa, chocolate negro e creme de chantilly e baunilha (7€) dão o apontamento doce final na refeição, que pode ser encomendada nas plataformas Uber Eats, Bolt Food, Glovo e Kitch, ao almoço e jantar, de terça-feira a sábado. Vale a pena ainda espreitar os menus de almoço, a preços fixos, a partir dos 15 euros.

O chef Silvio Armanni.