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No Alma Temperada, em Olhão, há cozinha contemporânea e menus a 10 euros

O Bacalhau Alma é um dos pratos-estrela da carta do restaurante. (Fotografia de Leonardo Negrão/GI)

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O que é que acontece quando uma empresária formada em Design e um chef licenciado em Teatro e ainda em Cozinha, saxofonista e ator profissional se juntam? Nasce um restaurante que é quase uma peça de teatro, protagonizada por Sandra Fuzeta, olhanense de 48 anos e mulher dos sete-ofícios, e David Luís, de 29 anos. Os percursos profissionais e as circunstâncias da vida juntaram-nos neste acolhedor restaurante em frente à marina de Olhão, e que é tanto um convite à petiscada como a um jantar demorado.

Sandra, que já trabalhara em publicidade e desenho de roupa de senhora, arriscou no projeto de abrir um restaurante após incentivos de amigos e familiares, que a elogiavam pela boa cozinha aliada ao bem receber. David, saído de um restaurante dos pais também ligado à arte, entrou na história mais tarde, já o Alma Temperada havia reaberto em maio, após o confinamento. Em outubro, estreou finalmente uma carta com o seu cunho autoral e indo ao encontro do que Sandra queria para ali: pratos bem confecionados, com ingredientes locais e toques do Mundo, e “beleza no empratamento”.

Nos principais, há um cruzamento entre Portugal e o Brasil na posta de bacalhau fresco em cama de puré de feijão preto com farofa de enchidos; e uma tenra perna de pato acompanhada de mini-legumes e redução de vinho do Porto com laranja. No capítulo dos petiscos, que a carta incentiva, o chef dá cartas também com o ceviche de atum e com as vieiras com alga wakame e lima, ilustrando as suas influências das cozinhas do Mundo. A fechar o pano, vale a pena provar a receita de Sandra do bolo de amêndoa e gila com crumble de amêndoa e sorbet de laranja.

A boa impressão da visita ao Alma Temperada deve-se a tudo isto e também ao empenho do serviço de sala e às sugestões vínicas, que não foram descuradas. O vinho da casa – disponível em branco, tinto e rosé – é uma parceria com a Herdade do Penedo Gordo, do Alentejo. Semanalmente, há um menu que inclui couvert, bebida (sumo, água, cerveja ou vinhoa copo), prato principal (carne, peixe ou vegetariano) e café por 10 euros, para atrair os algarvios. A cereja no topo do bolo seria Sandra sentar-se ao piano, que sabe tocar desde os oito anos.

 

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