Lembro-me que quando cheguei ao Porto, em 2000 ou 2001, amei logo este largo, imaginei-o cheio de bares”, conta Xulio Santinos, referindo-se ao Largo Alberto Pimentel, em frente à Rua Mártires da Liberdade. Ligado ao negócio do imobiliário, conseguiu, com três sócios, adquirir o espaço onde no início de julho instalou o seu Morriña. “Morriña é o que um galego sente quando está longe da terra e algo lhe faz lembrar a Galiza. Sente-se um arrepio, é uma espécie de saudade”, explica.
Natural da Corunha, Xulio quer, assim, promover uma certa forma galega de estar. Aqui há cerveja Estrella Galicia, tirada diretamente da cuba instalada no local, onde a cerveja acaba de fermentar. No armário da sala do rés-do-chão estão expostos os vinhos disponíveis, 85% portugueses. “Variedade com qualidade”, observa Xulio, que faz questão de ter as 131 referências servidas a copo.
A esplanada.
(Fotografia de Pedro Granadeiro/GI)
Para comer, há tortilha, salchichón ibérico, presunto português, pimentos de Padrón, “vindos da cooperativa de Padrón”, sublinha, e o petisco que é a estrela do espaço, o raxo, típico da Galiza: carne de porco frita com muito alho, servido com um molho, segredo da casa. O raxo será servido apenas na sala de cima, onde nas paredes se expõem obras de artistas locais. Na esplanada e na pequena sala de baixo, tudo o resto pode ser pedido.
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