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Restaurante Al Sud: uma ode ao Algarve com selo Michelin

Restaurante Al Sud, em Lagos, com uma estrela Michelin (Fotografia de Gerardo Santos/Global Imagens)

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Um morno final de tarde, embalado pelo som da água a correr, recebe os comensais do Al Sud no Clubhouse do Palmares Ocean Living & Golf, com vista para a baía de Lagos e o estuário de Alvor. Por agora, este empreendimento tem apenas um hotel boutique de 20 quartos, mas está a crescer a um ritmo surpreendente no que toca à vertente imobiliária e terá, dentro de uns anos, um hotel JW, do grupo Marriott.

“Nós abrimos o Al Sud em junho do ano passado e em dezembro fomos receber a estrela”, lembra Louis Anjos, de 38 anos, natural de Minde (Santarém) e radicado no Algarve há 15. Formado na Escola de Hotelaria e Turismo de Fátima, trabalhou em restaurantes regionais antes de passar por resorts e restaurantes conceituados, como os Michelin Viajante, em Londres, e Martin Berasategui, em San Sebastian.

Chef Louis Anjos (Fotografia de Gerardo Santos/Global Imagens)

Louis Anjos passou também pelo Vila Vita, Vila Lara e Bon Bon, no Carvoeiro, antes de assumir o projeto do Al Sud com o objetivo de o tornar “uma referência” no país e lá fora, mas vencer a estrela tão rapidamente não estava nos planos – ainda que os próprios clientes a antecipassem. Logo depois, decidiu mudar o menu por completo, mantendo o foco nos “produtos regionais, receituário tradicional e na autenticidade”.

À mesa (existem apenas 24 lugares, distribuídos por uma sala em vidro e uma zona exterior), o chef apresenta uma “cozinha de evolução” – tão criativa quanto técnica -, em que o Algarve brilha por inteiro, do mar ao campo, com especial foco no peixe e marisco. Antes da chegada dos aperitivos e primeiros snacks, a experiência tem início com uma toalha embebida em essência de pinheiro, para refrescar as mãos.

Falso tomate recheado com sardinha, com manjericão e pó de azeitona; tártaro de atum com topping de laranja e soja, base de farinha de tapioca e tinta de choco; e tartelete recheada com sapateira, com lima e alga spirulina compõem a trilogia de snacks da costa, seguidos de três snacks do campo, com uma reinterpretação da salada de cenoura algarvia em estado líquido a destacar-se pela originalidade.

(Fotografia de Gerardo Santos/Global Imagens)

O momento do pão – pausa entre os snacks e o menu propriamente dito – é também ele um deleite para os sentidos, pois traz crocantes de moreia seca ao sol e frita (o chamado torresmo do mar) e manteiga de polvo com ovas raladas, uma lembrança de quando o chef chegou ao Algarve. Os pontos altos do menu seguem com criações à base de cavala e ostra da ria de Alvor, e uma “canja” de conquilhas.

Gostos são gostos, mas as opiniões dos clientes têm sido unânimes em eleger a açorda de peixe-galo com ovas cozinhadas em manteiga noisette e crocante de pão como um dos pratos mais arrebatadores deste menu. De carne, Louis Anjos envia uma criação com porco ibérico, noz e beringela. A pré-sobremesa leva framboesa, manjericão e iogurte, e as amêndoas doces e salgadas rematam de forma saudável.

Algo está a fazer com que o sistema não consiga mostrar a ficha ténica desejada. Pedimos desculpa pelo incómodo.