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Há cozinha vegetariana criativa no Orelha d’Elefante, em Ponte de Lima

No Orelha d'Elefante há sugestões para todas as horas. As panquecas são uma delas. (Fotografia: Rui Manuel Fonseca/Global Imagens)

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Dezenas de folhas de alocasia portodora, uma planta tropical conhecida como orelha de elefante, pintam de verde uma das paredes deste restaurante, que é também cafetaria e mercearia. No ano passado, Letícia e Rafael fizeram o improvável e abriram esta cozinha vegetariana em terras de sarrabulho.

(Fotografia: Rui Manuel Fonseca/Global Imagens)

Ela sempre gostou de cozinhar, ele tinha o desejo de um negócio próprio, e viram no Orelha d’Elefante a oportunidade de mostrar que a alimentação de base vegetal – a que praticam – “não é aborrecida”. Consumo consciente e desperdício mínimo são preceitos do projeto, pelo que a carta é pequena, feita de ingredientes biológicos e sazonais sempre que possível, com influência macrobiótica. Tudo o que sai da cozinha do Orelha é 100% vegetal e cheio de sabor, e tem conquistado até quem habitualmente não dispensa a carne e o peixe.

Letícia está ao comando das operações, com a ajuda preciosa da mãe Rosinda, carinhosamente tratada por Zinda. A carta tem propostas para qualquer hora do dia: panquecas gulosas, torradas feitas com pão de fermentação lenta produzido ali, petiscos e sobremesas deliciosas, como as grãoniscas (pataniscas de grão) com maionese vegan e o bolo de caramelo salgado, maçã e noz.

(Fotografia: Rui Manuel Fonseca/Global Imagens)

(Fotografia: Rui Manuel Fonseca/Global Imagens)

(Fotografia: Rui Manuel Fonseca/Global Imagens)

Durante a semana há menu de almoço, criado em função dos legumes disponíveis no dia. É “a liberdade de cozinhar com o que há”, que inspira Letícia a criar uma combinação de sopa, prato e infusão. Creme de legumes e quinoa, com salada de feijão fradinho, arroz integral de curcuma e infusão de limão já foi uma das propostas, assim como as almôndegas de grão e vegetais com molho laranja e esparguete integral ou o creme de beterraba e o hambúrguer de feijão azuki acompanhado de cevada salteada com sultanas e cebola. Para evitar desperdícios, a dupla apela a que se faça reserva para o almoço.

O espaço funciona também como mercearia biológica e a granel, que é uma espécie de armazém de ingredientes: infusões, cereais, massas, leguminosas, kombucha, bebidas vegetais, vinho biológico e farinhas. A estes juntam-se os hambúrgueres, croquetes e empadas prontos a cozinhar, confecionados ali. Há uma pequena esplanada, mas o interior do Orelha é o lugar mais cobiçado para saborear os pratos criativos de Letícia: tem ilustrações nas paredes, um recanto com sofá, aparador e livros para folhear, os aromas da cozinha a perfumar o ambiente, e plantas por todo o lado, a lembrar que estamos a entrar num reino vegetal, com sabor a casa.

Workshops de cozinha
Regularmente, Letícia e Rafael organizam workshops de cozinha vegetal, onde ensinam a replicar algumas das receitas do Orelha. As inscrições para a terceira edição do workshop de sobremesas 100% vegetais, marcado para 12 de setembro, já estão abertas.

Menu do dia: 7,5 euros
Inclui sopa, prato e chá. Café (à parte) por 0,50 euros
Especialidades: Bolinhos de fralhau (feijão frade), hambúrguer grãoniscas e tofu mexido
Sobremesas: Panquecas, “cheesecake” de chocolate e cereja, bolo de bolacha

Algo está a fazer com que o sistema não consiga mostrar a ficha ténica desejada. Pedimos desculpa pelo incómodo.