E se a experiência de comer numa boa pizaria pudesse ser levada para casa? Foi mais ou menos isto com que Marco Sousa se interrogou há cerca de dois anos, e que acabou por levar à abertura da Fabbrichetta, após um curso de pizaiolo na região italiana de Abruzzo.
O nome significa “pequena fábrica” e foi precisamente isso que o negócio começou por ser: uma pequena fábrica de pizas, vocacionada para o takeaway e para as entregas ao domicílio, garantindo que a qualidade do produto não se perdia pelo caminho. “Os restaurantes italianos de qualidade não se costumam preocupar com as entregas, por isso isto foi uma inovação nesta área”, explica Marco, formado em economia e gestão.
A vontade de ter algo ligado à restauração, contudo, já existia “desde miúdo”, e a opção pela gastronomia italiana teve que ver com o contacto frequente que tem com o país, em parte, graças à escola de línguas que gere em Lisboa, com a mulher Joana Paiva.
A Fabbrichetta abriu pouco antes de rebentar a pandemia em Portugal e em abril deste ano inaugurou a sala de refeições, na Rua de Bélgica, perto da “Rotunda do Morango”, em Canidelo. Também foram lançados novos produtos, que estão disponíveis no restaurante e para casa. Para garantir a entregas com qualidade fizeram-se “vários testes”, com a ajuda do cozinheiro-chef Haroldo Rodrigues e do pizaiolo Williams Arellano. A título de exemplo, Marco explica que se um risoto for pedido para entrega em casa, a sua cozedura termina um pouco antes e leva mais calda. A receita com base de arroz foi uma das novidades introduzidas, apresentando-se nas versões com camarão, frutti di mare e funghi porcini. A última, amanteigada e com a porção certa de queijo parmigiano reggiano, é uma escolha certeira para os fãs de cogumelos.
Mix Bruschetta – bruschetta tomate cherry, bruschetta funghi e bruschetta linguiça. (Fotografia de André Rolo/Global Imagens)
Pizza margherita rainha. (Fotografia de André Rolo/Global Imagens)
A carta foi aumentada também com seis pastas e pratos tipicamente italianos, como a beringela à parmigiana e a lasanha, que se juntaram assim às pizas, cuja massa leveda durante 48 horas, no mínimo. As pizas de estilo siciliano, com um rebordo de altura intermédia, recebem o molho preparado com tomates San Marzano, mozarela fior di latte, presunto de Parma, chourição picante, legumes ou cogumelos. Há opções clássicas, caso da Capricciosa e da Diavola, e criações da casa, que incluem a Júlio César – “é a salada César numa piza” -, e a Funghi, com uma invulgar base de natas negra, quatro tipos de cogumelos, azeite de trufa e orégãos.
Pasta pesto. (Fotografia de André Rolo/Global Imagens)
Risotto funghi porcini. (Fotografia de André Rolo/Global Imagens)
Semifreddo al torroncino. (Fotografia de André Rolo/Global Imagens)
Mas antes de se partir para os pratos fortes da casa, sugere-se arrancar com a burrata ou a bruschetta, e tentar deixar algum espaço para o semifreddo al torroncino, que junta uma bola de gelado de torrão italiano e chocolate quente de leite – uma perdição. Ao almoço, além da carta, também está disponível o menu de almoço, que inclui pão e alho ou salada, prato italiano ou piza, bebida e café, pelo valor de 10 euros.
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