Quando os amigos Ivo Albuquerque e Ricardo Marques decidiram juntar a experiência de um em restauração e o gosto de outro pela cozinha, só lhes veio um sítio à mente, a cafetaria Charlotte. “Sabíamos que era uma casa de referência em Famalicão”, diz Ivo, e por isso não descansaram até assumirem a gerência do icónico café no verão de 2019.
Nos primeiros tempos aproveitaram para “ver o que é que o espaço precisava, quais eram as lacunas que podíamos preencher e no que podíamos inovar”, explica o proprietário, e no início de março arrancaram com a renovação. A nova Charlotte abriu em junho, com um ar mais jovem e fresco, e cheia de novidades na carta.
“Continuamos a ser um café, mas somos também algo mais”, declara Ivo. Com a mudança de visual veio também a aposta nos almoços, com saladas coloridas, hambúrgueres, tostas reforçadas, massas – a vegetariana e a carbonara de cogumelos são algumas das favoritas – e até prego no pão. Para acompanhar não faltam sumos naturais, batidos, cocktails e sangrias. E para adoçar a boca há uma montra recheada de pastelaria, e ainda panquecas e crepes gulosos.
Charlotte – Coffee & Food (Fotografia: Miguel Pereira/GI)
A grande esplanada voltada para a praça D. Maria II é, nos dias de calor, o lugar mais cobiçado em alternativa ao interior decorado ao estilo industrial, com cores sóbrias, plantas a pender do teto, candeeiros suspensos e um mural assinado pelo artista local Prime. “Ele recriou o Charlot dos «Tempos Modernos», com alguns elementos que se desconectam para fazer a ligação com a nova Charlotte”, explica Ivo. É que na sua vida anterior, a cafetaria era popularmente conhecida como Charlot, o famoso personagem dos filmes de Charlie Chaplin, e a pintura é uma espécie de ponte entre a antiga e a nova Charlotte. “Queremos ser um chamariz para as novas geração e viemos também com o intuito de dar um pouco mais de vida ao Shopping Town [o centro comercial onde está instalado o café], mas não nos podemos despegar da antiga geração”, reconhece Ivo. Por isso, mantém-se o espírito do antigamente, com uma lufada de ar fresco a anunciar os novos tempos.
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