Pedro Neves, António Pedro e Teresa Justo são os rostos por trás da padaria artesanal Bicho Pão, que tem vindo a alargar a oferta desde a abertura, em 2021, na Póvoa de Varzim. Às diferentes variedades de pão, feito com massa mãe, usando farinhas biológicas, preferencialmente de proximidade e moídas em mó de pedra, foram juntando artigos de pastelaria, cafetaria e, nos dias úteis, almoços vegetarianos. Procuram ter algo distinto do que habitualmente se encontra na zona, e prova disso é que, com a Páscoa à porta, por encomenda, vendem pão-de-ló japonês, ou bolo de Castela, em vez de pão-de-ló tradicional.
António Pedro explica que a versão japonesa do pão-de-ló leva a mesma quantidade de gemas e claras, claras em castelo incorporadas lentamente na massa, azeite, distinguindo-se ainda por ir a cozer em banho-maria. “É super esponjoso e leve”, destaca-se “pela textura, mais do que pelo sabor, muito suave”, e “não é húmido”, ficando totalmente cozinhado, descreve. Em regra, faz-se numa forma baixa, para ser cortado em quadrados – e é assim, à dose, que se serve ali, para comer na hora. Caso se encomende para saborear em casa, cada exemplar pesa cerca de 600 gramas e, à primeira vista, lembra um pão de forma bem fofo, alto e curto. Mera aparência: basta prová-lo para pôr de lado as comparações.
(Fotografia de Leonel de Castro/GI)
(Fotografia de Leonel de Castro/GI)
Pão-de-ló e folar aos fins de semana
Há dois doces que, embora tenham sido pensados para a Páscoa, a padaria Bicho Pão passou a disponibilizar uma vez por semana, tão bem aceites foram pelos clientes: o pão-de-ló japonês (ao sábado) e o folar de mel, azeite e flor de laranjeira (ao domingo). Sobre este último, uma curiosidade: é em forma de trança.
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