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Eça de Queirós e pizas napolitanas juntos à mesa, na Eça Pizza, em Gaia

A piza "Ecos de Paris", com cogumelos shimeji, shitake e champignon. (Fotografia: Leonel de Castro/Global Imagem)

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“A Cidade e as Serras”, “A Relíquia” e “O Primo Basílio” são os títulos de algumas das obras de Eça de Queirós, mas na Eça Pizza são também a designação de três das dez pizas da carta. Foi vontade de Gonçalo Pina, brand manager, homenagear o romancista português que passou vários verões no chalé de família, não muito longe da pizaria instalada no antigo cais coberto da Estação da Granja. As paredes de pedra condizem com o ambiente industrial do espaço, conseguido graças a apontamentos como as bobinas em madeira para cabos elétricos, que são hoje mesas redondas, ideais tanto para refeições como para tertúlias.

A pizaria conta com uma esplanada, mesmo ao lado da linha do comboio.
(Fotografia: Leonel de Castro/Global Imagem)

A Eça Pizza está instalada no antigo cais coberto da Estação da Granja. (Fotografia: Leonel de Castro/Global Imagem)

A homenagem ao escritor não se faz apenas no nome do restaurante – há retratos espalhados pela sala e livros da sua autoria arrumados numa estante ao pé da cozinha aberta. E é de lá que saem as pizas de estilo napolitano, com massa fina no centro e alta nas bordas, cozida durante um a dois minutos, num forno elétrico italiano, a 400 graus, depois de ficar a levedar durante 48 horas.

Focaccia. (Fotografia: Leonel de Castro/ Global Imagem)

Piza “A Relíquia”, com mozarela “fior di latte”, presunto de Parma DOP e raspa de limão. (Fotografia: Leonel de Castro/Global Imagem)

A coroar os círculos de massa, há produtos DOP ou biológicos, portugueses e italianos. O molho é de tomates San Marzano, os cogumelos shitake, shimeji e champignon que coroam a piza “O Mandarim” vêm de Ovar, o chouriço que dá sabor à “Ecos de Paris” é produzido em Arcozelo, e o alecrim polvilhado na saborosa focaccia chega do Douro. O ingrediente menos convencional que ali se encontra é o ananás que, sabendo Gonçalo do “crime” que é usá-lo, nomeou a essa piza “O Crime do Padre Amaro”.

Para os mais pequenos há uma piza em forma de rato Mickey, com mozarela “fior di latte”, fiambre e azeitonas, e quem procura opções mais leves, pode contar com quatro saladas e diversas entradas, listadas no “Prefácio”. Destaca-se a suave burrata al pesto e o fino pão de alho, que vão bem com as sangrias e cocktails, sobretudo num final de tarde embalado por música blues. O “Último Capítulo” vai para as sobremesas, das quais Gonçalo sugere o affogato al caffè, com gelado de baunilha caseiro.

Algo está a fazer com que o sistema não consiga mostrar a ficha ténica desejada. Pedimos desculpa pelo incómodo.