As luzes baixam quando se começa a cantar o fado. «É uma casa portuguesa, com certeza. É com certeza, uma casa portuguesa», canta Cidália Moreira, uma das fadistas que, todas as noites, animam o restaurante D. Afonso O Gordo, junto à Sé de Lisboa. A casa está aberta há quatro anos, mas está carregada de história: a sua construção remonta ao século XVIII, quando serviu como cavalariças de Marquês de Pombal após o terramoto de 1755.
Mas nem só no tijolinho das paredes e nas arcadas em pedra se sente a tradição e o legado. Estes também se sentam à mesa, com propostas gastronómicas que apela às origens e à memória, pelas mãos do chef João Fragoeiro. A começar pelo leitão, feito à moda da Bairrada, segundo a receita dada pelo mestre assador Ricardo Nogueira, especialista nesta iguaria típica da cozinha portuguesa.
O leitão à moda da Bairrada. (Fotografias: DR)
O risoto de leitão é outra das propostas do restaurante.
O leitão é assado no espeto, lentamente, durante três horas. Até ficar pronto, o leitão sai e volta a entrar no forno pelo menos uma vez. Sem descurar o mais importante. «A pele tem que ficar crocante, o molho com sabor forte a pimenta e a qualidade da carne de porco bísaro é fundamental», explica o chef. Para além da forma convencional, o leitão serve-se também no D. Afonso O Gordo em cremosos croquetes ou num risoto. Num dia cheio, chegam a assar-se seis leitões inteiros.
Para além de petiscos como pica-pau e carpaccio de vitela, também se exploram novas texturas em pratos como a tiborna de bacalhau com azeitona desidratada e croutons e no folhado de mousse de chocolate com banana caramelizada, gelado de baunilha e espuma de malagueta.
O polvo à lagareiro.
Algo está a fazer com que o sistema não consiga mostrar a ficha ténica desejada. Pedimos desculpa pelo incómodo.
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