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Do laboratório da Porto Oficina saem chocolates e gelados

(Fotografia: Artur Machado)

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A 24 de novembro de 2024, Mónica Cardoso revelou um capítulo chamado Oporto Oficina. Para esta farmacêutica, ficaram para trás 27 anos de trabalho em análises clínicas. Posto extinto, Mónica investiu na paixão pelo chocolate. Uma paixão com uma década de maturação: “Tenho uma amiga holandesa, que cozinha divinalmente, e num jantar em casa dela provei um bombom de chocolate negro com gengibre, que adorei. Perguntei-lhe onde tinha comprado o bombom e ela disse, ‘Não comprei, fui eu que fiz’. Pedi-lhe e ela ensinou-me a fazê-los”. Seguiu-se a frequência de oficinas. Em paralelo, “fui comprando uns pequenos utensílios, os moldes, uns pequenos aparelhómetros, e fui adaptando a minha cozinha, fazendo um pequeno laboratório”. Junta-se aqui uma outra paixão, as viagens, e as lojas de chocolate artesanal que foi conhecendo em cidades como Amesterdão e Copenhaga plantaram a ideia de replicar o conceito em Portugal. As viagens serviram também para um curso de gelados e estágio em Itália, depois de uma breve formação similar n’A Escola do Gelado, em Vila Nova de Gaia. Agora, os resultados provam-se na Oporto Oficina.

(Fotografia: Artur Machado)

Aqui, o chocolate vende-se em tabletes (quer dizer, em placas mais rústicas, sem linhas a ditar a divisão) de múltiplos sabores, em bombons (incluindo, sim, o de gengibre), em krispies, em mendiants, em brownies, em cookies. Gelados são dez, o número do inverno (de pistacho salgado, frutos silvestres, etc.), estando previsto chegar aos 14 sabores, quase todos sazonais, com o tempo mais quente. Também há alguma pastelaria, que tanto pode ser um bolo de noz como uma tarte de pera ou de framboesa, ou o que a imaginação e a matéria-prima do momento ditarem. “Tudo produzido aqui”, à vista do cliente, apenas com um vidro de entremeio, sublinha Mónica. Uma “transparência de processos” que se estende a um piso inferior, que contém um “laboratório” e uma área ainda não equipada, que “futuramente será uma oficina do chocolate, um espaço preparado para dar workshops a adultos e a crianças”.

(Fotografia: Artur Machado)

O cacau utilizado tanto pode ser do Equador como do Peru, Camarões ou Trinidad e Tobago, o país das Caraíbas onde a nossa interlocutora passou duas semanas em 2022 a trabalhar numa quinta, e de onde regressou com uma mochila cheia do grão precioso.

Mónica Cardoso, ex-farmacêutica, materializa no Oporto Oficina uma década de conhecimento dos mundos do chocolate e do gelado (Fotografia: Artur Machado)

Em março, a Oporto Oficina inicia um programa de degustações. Será no dia 2, domingo pós-almoço, e aliará o gelado ao vinho do Porto. Seguir-se-ão degustações de chocolate, pois então, e harmonizações com outros aliados fermentados, da cerveja ao queijo. Também em breve, garante Mónica Cardoso, “vou começar a fazer o chocolate a partir do grão de cacau [“bean to bar”], de modo a ter também aqui à venda tabletes de chocolate de origem”. Uma oficina em plena laboração.

(Fotografia: Artur Machado)

Oporto Oficina
Rua de Júlio Dinis, 87, Porto
Tel.: 936 755 694
Web: instagram.com/oportooficina
Das 11h às 18h30, de segunda a sexta; das 14h às 18h30, ao sábado e domingo
Preço: tabletes, 6,50 euros/quilo; bombons, 1 euro/unidade; krispies, 0,75 euros/unidade; gelados 2,80 euros/1 bola