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Comer em conta na Loja do Covilhete, em Vila Real

O covilhete, um pastel de massa folhada recheado com picado de carne maronesa. (Fotografia de Eduardo Pinto)

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A Loja do Covilhete nasceu no centro histórico de Vila Real para “dar ênfase a este pastel salgado típico do concelho”. O proprietário, Mário Rodrigues, queria que, quando entrasse na loja, “o cliente percebesse que este era o produto principal”. Até se costuma dizer ali que “é o covilhete e os outros produtos”.

O que inicialmente surgiu como pastelaria evoluiu rapidamente para “tasca típica”, em que o cliente tivesse oportunidade de “comer o covilhete, por exemplo, com arroz de forno e legumes”. Ou seja, formas diferentes do tradicional uso ao pequeno-almoço ou à merenda.

(Fotografia de Eduardo Pinto)

A Loja do Covilhete surgiu num “edifício devoluto e em muito mau estado” no centro histórico da cidade de Vila Real. Durante as obras de remodelação e adaptação foi deixada à mostra a pedra e o tabique das paredes, que estavam escondidos, bem como o tijolo-burro numa das salas.

Entre compartimentos, uma grande janela de guilhotina e um cofre, cujo código de abertura ninguém sabe, enfeitam as paredes. Algum soalho antigo e o teto com velhas traves em madeira mantêm-se. Os candeeiros adaptam-se ao local remetendo para a olaria negra de Bisalhães, que é Património Mundial.

Foi uma obra “interessante, desafiante, difícil e cara”, mas acabou por reabilitar um prédio que já estava devoluto há alguns anos numa boa rua da cidade. A Loja do Covilhete tem capacidade para 60 clientes ao mesmo tempo, no rés-do-chão, primeiro andar e esplanada. No início tentou ter a cozinha a funcionar de manhã à noite, mas depois verificou que em Vila Real ainda não há o hábito de se comer a qualquer hora do dia. Contudo, entre as principais refeições, é possível comer tapas e tábuas de enchidos.

A Loja do Covilhete tem várias especialidades como o arroz de couve e costelinhas com moura, covilhete de Vila Real com arroz de forno no caçoulo e legumes salteados, naco de vitela maronesa com batata a murro e legumes salteados, secretos de porco bísaro com batata alourada e Molho de vinho tinto, entre outras. Para vegetarianos há opções como brás de espargos e estufado de lentilhas com milhos.

(Fotografia de Eduardo Pinto)

Outra modalidade que os grupos de clientes praticam é pedir vários petiscos para depois os partilharem entre si. Pode dar-se o caso de o valor por cada um nem ultrapassar 10 euros, no entanto há que ter em conta o tipo de vinho que se pede. Isto embora Mário Rodrigues refira que a carta de vinhos é acessível e é possível que “dois amigos possam partilhar uma garrafa de bom vinho pelo custo de quatro refrigerantes”.


A estrela

O covilhete é um pequeno pastel de massa folhada recheado com picado de carne, neste caso de raça maronesa. Os produzidos pela Loja do Covilhete são de receita e fabrico próprios.

(Fotografia de Eduardo Pinto)


O menu

DIÁRIA – 8 euros: inclui sopa, pão, prato do dia, uma bebida e café. Com sobremesa pode ir até 10 euros. Exemplos de pratos do dia são covilhete de Vila Real com arroz de forno no caçoulo e legumes salteados ou arroz de feijão com pataniscas de bacalhau.

Opções de petiscos até 10 euros: ovos rotos (batata frita, ovo, presunto e chourição), punheta de bacalhau, pataniscas de bacalhau, entre outros.

Algo está a fazer com que o sistema não consiga mostrar a ficha ténica desejada. Pedimos desculpa pelo incómodo.