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Catch Me: novos pratos no rooftop de Lisboa que serve o dia inteiro

(Fotografia: DR)

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Alguns detalhes na decoração fazem lembrar os lounges dos aeroportos na década de 1970, ponto de encontro e passagem entre várias identidades e culturas. Um intercâmbio que se alastra à carta deste rooftop alfacinha situado no Jardim 9 de Abril, na frente ribeirinha entre Santos e Alcântara, que vai beber inspiração às cozinhas do mundo, e que se prova com vistas panorâmicas sobre o Tejo, o Cristo Rei e as encostas almadenses.

Por estes dias, há novas razões para visitar o Catch Me If You Can – o bar e restaurante que surgiu há um ano no lugar do Le Chat, batizado segundo o filme de Spielberg de 2002. A carta de verão alimenta-se de pratos e petiscos ora mais leves, ora mais robustos, prontos para servir um espaço eclético que não encerra entre refeições, permitindo comer ou beber um copo sem pressas nem pressões horárias, como pede a estação quente, ou até mesmo para dar um pezinho de dança aos finais de tarde e noites, quando é habitual haver animação de DJ e música ao vivo, de quinta a domingo.

O ceviche de corvina do Tejo, um dos reforços da carta.

A moqueca baiana de peixe e camarão.

No leme da cozinha está Lucas Aaron, natural de Florianópolis e a somar uma década como chef, metade da qual em Portugal. Para trás ficam passagens por casas como o restaurante paulista Maní, detentor de uma estrela Michelin e encabeçado por Helena Rizzo, eleita Melhor Chef do Mundo pela revista Restaurant. Por cá, passou pelo Downunder, gerido pelo australiano Justin Jennings em Lisboa, e referenciado no Guia Michelin Portugal 2024.

O gosto pela cozinha começou pela ligação ao mar, não só pela região costeira da qual é natural, mas também pelo contacto com um avô pescador, interesse que ele prossegue hoje em dia, praticando pesca submarina em Cascais. “Na minha família, sempre houve o gosto em juntar toda a gente à volta da mesa”, explica o jovem de 27 anos, que se apaixonou por Lisboa assim que cá chegou. “Apeguei-me muito à cidade. E não só. Já conheci o país todo. Quando mais aprendo sobre a cultura portuguesa, mais me apaixono”, acrescenta.

O bacalhau à lagareiro é um dos novos pratos.

O terraço nasceu no ano passado, na Rua das Janelas Verdes.

Entre as novidades está o ceviche de corvina do Tejo com leche de tigre, coentros, batata doce e milho frito; a salada tropical de camarão e maracujá; o tártaro de novilho com gema confitada, pó de trufa branca, tapenade e tostinhas de brioche a acompanhar; o bacalhau à lagareiro, com batata assada, alho, grelos, pó de azeitona e pérolas de yuzu; ou a moqueca baiana (servida para duas pessoas), de peixe e camarão, servida com vinagrete, arroz e farofa.

No bar e restaurante do Grupo Suspeitos do Costume, chegam à mesa outras propostas como os dadinhos de tapioca, recheados com queijo e acompanhados de geleia de piri-piri; os cogumelos ostra grelhados com creme aveludado de espinafres, mozarela e furikake; o arroz de pato da casa, aqui numa versão malandrinha, com laranja, chouriço e pimenta rosa; ou o risoto de camarão grelhado, espinafres e molho cítrico. Nos doces, o reforço veranil é o tiramisù, aqui com um toque de vinho do Porto, que se junta a outros já existentes, como a tarte de amêndoa, o apple crumble ou o cheesecake descontruído, com farofa doce, mascarpone, curd de maracujá e cubos de manga.

O chef Lucas Aaron lidera a cozinha.

Na zona de bar, aposta-se em cocktails clássicos e de autor, além de vinhos ou sangrias.

Algo está a fazer com que o sistema não consiga mostrar a ficha ténica desejada. Pedimos desculpa pelo incómodo.