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Cartel71: a nova taqueria de Lisboa tem cerveja com chilli

O centro de Lisboa está mais mexicano com a abertura do Cartel71, no Rato. (Fotografia: DR)

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Há já 15 anos que Diogo Curralo trata por tu o caminho entre Lisboa e o Baleal, em Peniche. Foi o surf que o levou até às ondas daquela península, depois de ter tirado o curso de Psicologia Criminal em Lisboa, que exerceu por um breve período. Quando deu por ele, já somava quatro anos a gerir um bar de praia para onde tinha ido trabalhar, e duas surfshops que teve entretanto, durante seis anos.

“Passados esses seis anos senti-me estagnado e pensei dar uma volta à vida”, conta Diogo sentado numa das mesas do seu novo restaurante Cartel71, aberto há um mês no Rato, em Lisboa. Decidiu então converter a loja num restaurante mexicano, porque “adora mexicano”, e Peniche já tinha perdido o único restaurante do género há uma década.

O primeiro Cartel71 – cujo nome vai buscar o número da porta onde funciona – abriu em julho de 2018, e de março a meados de dezembro, Diogo Curralo, de 41 anos, não tem mãos a medir com tanta afluência (mais de metade dos clientes são estrangeiros). Antes de abrir portas, porém, Diogo e Miriam (sócia do negócio em conjunto com Mariana Justino) fizeram uma viagem de dois meses pelo México, a provar todo o tipo de tacos – e a surfar também.

Visitaram Chiapas e Oaxaca (ambos estados no sul do país) e a Cidade do México, guiados por um libanês que se tornou chef lá há mais uma década, e aprenderam com ele a fazer tacos, a verdadeira “fast-food mexicana”. “Os tacos eram comida de classes pobres a meio do século XIX”, diz Diogo. Hoje, “há restaurantes de alta cozinha no México que servem tacos”.

No entanto, Diogo Curralo sempre quis ter um negócio em Lisboa. Considerando-se um afortunado, consegue conjugar a tranquilidade de dormir a ouvir o mar a cem metros da praia, no Baleal, com a agitação própria da capital, onde o público fervilha e está sedento de novidades. Quem por estes dias for ao Cartel71 no Rato encontra bons motivos gastronómicos para se deixar ficar.

As mesas são de madeira, com bancos corridos, e não faltam catos e figuras tradicionais a lembrar o Dia de Los Muertos.

A carta é exatamente igual à do restaurante no Baleal, tem apenas mais um taco vegetariano. Ao todo existem dois tacos vegetarianos, cinco de carne e três de peixe. Destacam-se os de pollo barbecue (frango), alambre (vaca), pescada panada e camarão no meio de chipotle (o equivalente a uma maionese). Todos se devem comer à mão, sem vergonhas, até porque no México é uma ofensa fazê-lo com talheres.

No capítulo das entradas, vale a pena pedir o ceviche de robalo marinado, as tortilhas recheadas com queijo e os nachos com chilli de carne, assim como uns totopos para molhar no guacamole. Para a mesa vão também três salsas picantes, que cada cliente pode colocar a gosto na comida. As mesas são de madeira, com bancos corridos, e não faltam catos e figuras tradicionais a lembrar o Dia de Los Muertos.

A oferta de bebidas aponta aos cocktails à base de tequila e mezcal e tem também cervejas mexicanas das marcas Corona, Pacífico e Modelo Especial. Mas há uma cerveja que se destaca: a chilli beer da casa, Cartel71, feita por um produtor artesanal australiano na Praia da Areia Branca, na Lourinhã. O desenho do mafioso que surge no logotipo, desenhado por um cartoonista mexicano, foi adaptado por Diogo para segurar uma garrafa de cerveja.

 

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