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Ameaça Vegetal: a dieta flexitariana do chef Diogo Noronha quer agradar a todos

O chef Diogo Noronha dedica-se agora ao restaurante virtual Ameaça Vegetal. (Fotografia de Nuno Correia).

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“A Ameaça Vegetal vem no seguimento da minha identidade como cozinheiro, no sentido em que o meu contacto com a dieta vegetariana começou desde muito novo”. Para o chef Diogo Noronha, vegetariano desde a adolescência, o conceito do novo restaurante virtual exclusivo da Uber Eats é uma evolução natural no seu percurso. A sua formação numa escola em Nova Iorque em que a ementa era essencialmente “plant-based”, o contacto com o universo Guia Michelin e o apuramento da sua cozinha atlântica-mediterrânica (que levou a cabo no restaurante Pesca, no Príncipe Real) assim o ditaram. Por outro lado, as relações de confiança que foi cimentando com muitos pequenos produtores, alguns deles biológicos, também surgem refletidas na Ameaça Vegetal.

O menu é “flexitariano de base vegetal” e está dividido em sopas, sanduíches, “não- sanduíches” e sobremesas. Segundo Diogo Noronha, foi pensado para atrair tanto consumidores de produtos de origem animal, como vegetarianos e veganos, e estará sujeito a alterações pontuais conforme a sazonalidade dos produtos e as inspirações – “as minhas paixões pelo mar, pelo Médio Oriente, pela cultura mexicana”, diz o chef. Antecipar aquela que acreditam ser “a dieta do futuro” – com mais vegetais e menos proteína animal no prato – é um dos propósitos desta nova marca sob alçada do coletivo português Foodriders, que já tinha o Las Gringas na Uber Eats. Por agora, o restaurante chega aos clientes através das entregas ao domicílio e em take-away, diretamente da cozinha operacional, na Penha de França.

As sanduíches, por exemplo, são servidas em focaccia de fermentação natural ou em bun de trigo e centeio e recheadas com couve flor assada, berinjela em tempura, ostras empanadas e bacalhau em polme. Entre as quatro sopas disponíveis, destaca-se a de batata doce bio com gengibre, jalapeño, noodles de batata doce e sal de tajin. Já nas “não-sanduíches” tanto há mistura de beterrabas assadas, como alcachofras confitadas com crocante de alga nori e miso (e pancetta ibérica opcional). Entre as opções encontram-se ainda raiz de aipo e feijão verde, bolo de amora com gordura de pato, rábanos e rabanetes assados e escabeche de laranja.

O par de sobremesas encerra o menu com bolo de avelã e trigo sarraceno com mousse de chocolate 55% e abacaxi em calda de especiarias; e bolo de gengibre e limão, maçã assada, creme de pasteleiro e sementes de abóbora açucarada. Na mesma linha de aprumo, a carta de bebidas, da autoria de José Pedro Oliveira (ex- bartender do Pistola y Corazón) aposta em cordiais – bebidas feitas a partir da maceração de fruta a frio, com ou sem álcool), kombuchas (bebida probiótica de fermentação do chá), chás e vinhos naturais e de baixa intervenção, como o vinho de talha, assim como numa seleção de sakes e mezcal.

 

Restaurante físico
Fundado por Diogo Noronha, Marta Fea e Damian Irizarry em torno da gastronomia, design e novas tecnologias, o coletivo Foodriders planeia abrir um restaurante físico no futuro e divulgar o Ameaça Vegetal com uma food-truck americana, em vários pontos.

 

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