“Não leva natas, nem molho de marisco”, esclarece Andreia Garcia. A administrativa da Taberna Belga desmente alguns dos rumores em volta da receita do molho de francesinha da casa, sem desvendar os ingredientes. “O do Porto é mais líquido e picante. O nosso é mais espesso – há quem diga que leva natas, por causa da espessura – e não colocamos muito picante, porque temos muitas famílias com crianças”, explica. No entanto, os apreciadores de picante podem sempre pedir uma versão mais apurada.
O molho, ligeiramente adocicado, é uma criação de Sérgio Mota, que começou por ter um café ali perto onde fazia cachorros com um molho muito parecido ao atual. Por incentivo dos clientes foi aprimorando a receita e decidiu dar uma oportunidade às francesinhas. Abriu a primeira Taberna Belga há 15 anos, inicialmente com dez lugares numa pequena sala, que entretanto se expandiu para mais duas e uma esplanada que somam à volta de uma centena de lugares, e ainda uma segunda casa, muito próxima dali.
Mas não é só no molho que a francesinha da Taberna Belga difere da homóloga portuense. A francesinha clássica troca a salsicha fresca com linguiça de porco preto de Barrancos e leva ainda bife de entrecôte do Uruguai. A restante composição é a já conhecida de todos os amantes da sanduíche: pão de forma, fiambre, queijo e ovo.
A ementa contempla ainda outras variantes, como a francesinha tradicional, feita com lombo de porco assado, a francesinha com lombo de boi, a francesinha no pão (em pão de cachorro, ao estilo da poveira), a de frango ou peru e a de legumes – “leva cogumelos frescos, e hambúrguer vegetariano ou vegano”, informa Andreia. É servida com o molho original ou uma alternativa 100% vegetal, que “não difere muito no sabor”, garante a responsável.
A sugestão vínica.
(Fotografia de Paulo Jorge Magalhães/Global Imagens)
Ainda que as cervejas artesanais, principalmente as belgas – daí o nome da casa – dominem a carta de bebidas, os vinhos também estão bem representados, com uma seleção sucinta, mas eclética. A sugestão da casa para acompanhar a francesinha é o Cartuxa Colheita tinto. “É o que achamos que liga melhor a nível de sabores”, justifica Andreia.
Vinho
Cartuxa Colheita Tinto
Região: Alentejo
Castas: Trincadeira, Aragonez, Alicante Bouchet e Castelão
Preço: 19,99 euros