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A Viela, no Porto, atrai toda a clientela com comida tradicional e fado vadio

Arroz de tomate com faneca frita é uma das propostas. (Fotografia de Leonel de Castro/GI)

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Na Adega Típica A Viela, perto da Estação de Campanhã, tanto se senta o rico como o pobre. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já ali comeu enquanto, noutra mesa, estavam pessoas sem-abrigo de um albergue próximo, que Rosa Meireles acarinha e ajuda como pode. Por algum motivo recebeu da Câmara do Porto, em 2019, a Medalha Municipal de Mérito – Grau Ouro.

Rosinha, como lhe chamam, é uma mulher de trabalho que começou a descontar aos 13 anos e nem quando esteve doente parou. Teve diferentes ocupações e restaurantes até se dedicar à Viela com o filho André. Há pouco mais de uma década, tomaram conta do negócio, que já existia na Travessa de Miraflor, onde foram alimentando uma clientela fiel e muito diversa.

O presidente da autarquia, Rui Moreira, também já passou por lá, assim como outras figuras da política, da cultura e não só. Naquele espaço aberto e informal cruzam-se ainda amigos de família, moradores, trabalhadores das fábricas e turistas fora do roteiro, resume André Meireles, enquanto orienta quem chega para almoçar.

O menu do dia custa 7 euros, com direito a prato, sopa, bebida, café e bagaço. De segunda a sábado, ao almoço, há pelo menos um prato fixo e outros que vão variando. Calhando a nossa visita a uma quarta-feira, não pode faltar a feijoada à transmontana, mas também se serve rojões à moda do Minho e arroz de tomate com faneca frita. E para acompanhar, por exemplo, a receita, uma mistura de vinho, cerveja e gasosa. Se fosse segunda-feira haveria rancho; do mesmo modo que sexta é dia de francesinha e de tripas à moda do Porto; e sábado altura de cabidela e rojões.

À sexta, a partir das 16.30 e até perto das 20 horas, o restaurante é palco de fado vadio, acompanhado por iscas de bacalhau, pataniscas ou orelheira. “Também sai um prato quente, para o pessoal ficar composto”, completa André. Aquele género musical faz parte do ADN d’ A Viela, onde Gisela João chegou a cantar, em tempos.

As paredes exibem guitarras e xailes negros, um dos quais foi usado por Amália, assegura Rosa, para logo tirar de uma gaveta aquele que lhe cabe, personalizado com o seu nome, e desatar a cantar fado. Pretexto para um cliente de longa data nos mostrar uns versos que escreveu, de fresco, para ela. É Moisés Monteiro, que explica como, naquela casa, acaba por ser tudo uma grande família: “A gente pode entrar sozinha, mas nunca está só”.


A EMENTA
Menu do dia: 7 euros (prato, sopa, bebida, café e bagaço). Com sobremesa, 8 euros.
Especialidades: Caldeirada de borrego, tripas à moda do Porto, francesinha, feijoada à transmontana, rojões, arroz de cabidela.
Sobremesas: Leite creme, bolo de bolacha, salada de fruta, rabanadas, aletria.


 

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