As caminhadas fazem parte das atividades da HIT THE ROAD, mas é a bordo de jipes 4×4 que se fica a conhecer a Ilha da Madeira com adrenalina e boa-disposição, sempre rodeado de paisagens dignas de um autêntico postal. Há vários percursos passam por vários pontos da ilha, guiados pela natureza madeirense, entre a floresta laurrisilva, caminhos de terra batida, piscinas naturais, mantos de giestas à beira da estrada e miradouros panorâmicos sem fim, como o do Paredão, perto de Curral das Freiras. “É o meu preferido, é um local que chega a ser romântico”, explica Hugo Rodrigues, madeirense e guia desta empresa há quase uma década.
O percurso na zona este, por exemplo, passa pelo Pico do Areeiro, o terceiro mais alto da ilha, a mais de 1800 metros acima do nível do mar, as tradicionais casas de Santana revestidas de colmo, o viveiro de trutas de Ribeiro Frio, provas de vinhos e rum e almoço, ao longo de oito horas. Já na zona oeste, o guia da Hit The Road leva-nos pelas localidades costeiras de Ribeira Brava e Ponta do Sul, pelo Paul da Serra, a mais extensa zona de planalto da Madeira, cascatas e praias de areia preta, por exemplo. Da oferta da Hit The Road fazem ainda parte percursos desenhados a pensar no nascer do sol e no por do sol. Qualquer que seja a escolha, o ponto de encontro e chegada é combinado com o guia, seja no centro do Funchal ou noutra parte da ilha, e os passeios estão pensados para as famílias, com jipes equipados com bancos para crianças.
A Hit The Road organiza passeios de jipe por toda a Ilha da Madeira. (Fotos: Gerardo Santos/GI)
O Miradouro do Paredão é um dos pontos de paragem.
Para se ter uma perspetiva diferente, nada como conhecer de perto os contornos da Madeira com o embalo das ondas do mar. Com partida e chegada da Marina do Funchal, mesmo no centro da capital madeirense, a VMT CATAMARÃ organiza percursos de barco diários ao longo da costa sul, há já mais de meia década. As rotas e as durações mudam – vão das três horas aos dias inteiros com refeições – e passam por zonas como a cidade piscatória de Câmara de Lobos, onde nasceu a poncha e onde reinam as plantações de bananeiras, as Ilhas Desertas e o Cabo Girão, um dos cabos mais altos do mundo, com quase 600 metros de altitude.
Consoante o tempo e a rota, há possibilidade de se parar o catamarã e saltar para o mar, dando uns mergulhos para refrescar nos dias de calor intenso. As viagens fazem-se sempre ao ar livre e nestas embarcações espaçosas, com zona de bancos e uma de rede, onde também se consegue estender as pernas a apanhar banhos de sol e uns salpicos de água pelo caminho. O ex-líbris são os golfinhos que se avistam pelo percurso, cerca de 95% das vezes. Os pintados avistam-se mais no inverno e os ruaz, que chegam a pesar 600 quilos e medir quatro metros, dão ares da sua graça o ano inteiro.
A VMT Catamarã faz viagens de barco com vários percursos e durações.
Das viagens de barco, é provável que se avistem golfinhos.
Algo está a fazer com que o sistema não consiga mostrar a ficha ténica desejada. Pedimos desculpa pelo incómodo.
Outras sugestões para conhecer no centro do Funchal
Dormir no Pestana Carlton Madeira
Há cinco décadas que este cinco estrelas une luxo e conforto na costa sul madeirense. Pelos quase 300 quartos duplos, moram tons neutros e madeiras claras. Já o azul de paredes e cortinados rima com o mar que se avista das varandas. Junto à ampla piscina exterior há um bar de petiscos e dois restaurantes dentro do hotel.
Visitar o Mercado dos Lavradores
O edifício histórico da década de 1940 enche-se de cores garridas e aromas diferentes. Pelas bancas do mais conhecido mercado madeirense vendem-se dezenas de frutas exóticas, especiarias, flores, vegetais e peixe fresco acabado de apanhar no mar. O chicharro, o peixe-espada preto e as lapas têm presença fixa na peixaria revestida de painéis de azulejos.
Mercado dos Lavradores
Comprar na Fábrica Santo António
É uma Loja com História: nasceu em 1893 pela mão de Francisco Roque Gomes da Silva, tendo a mulher, Guilhermina, fornecido a maioria das receitas iniciais. Foi para homenagear Guil, como era conhecida, que se recuperou a receita dos seus biscoitos com amêndoas torradas e aveia, à venda em lata desde dezembro. Esta que foi a primeira fábrica de bolachas e biscoitos na Madeira mantém a tradição, produzindo também rebuçados de funcho ou bolo de mel, compotas, marmelada avulso e broas especiais (biscoitos secos de vários sabores).
Fábrica Santo António