Quem conhece a ria de Aveiro na sua inteireza diz que apresenta diferentes caras, consoante os dias. Mostrá-las é o que faz o pescador José Rebelo, nos seus PASSEIOS TURÍSTICOS DE MOLICEIRO em ria aberta, para lá dos canais da cidade. A viagem começa e termina no Cais do Bico, na Murtosa, podendo também ter início em Aveiro. Navegar com José é parar em ilhas de areia escura para aprender manhas de pesca, almoçar comida de tacho confecionada pelo próprio e colecionar visões poéticas, envolvendo flamingos e antigos palheiros de marnotos. O cliente escolhe o que fazer, durante umas horas ou um dia inteiro.

Os passeios de moliceiro pela ria. (Fotografias: Maria João Gala/GI)
Outra possibilidade é explorar o território a pé ou de bicicleta, seguindo a GRANDE ROTA DA RIA DE AVEIRO. Ao todo, são cerca de 600 quilómetros, do litoral ao interior da região, abrangendo três percursos: azul, verde e dourado. O primeiro a estar concluído é o azul, com início e fim no Canal de S. Roque, em Aveiro, e passagem pelos concelhos de Estarreja, Ovar, Murtosa, Ílhavo, Vagos e Albergaria-a-Velha. Tem quase 131 quilómetros de extensão, que exigem uma caminhada de seis dias; mas com apenas uma parte já se vai bem servido.

Um dos percursos da Grande Rota da Ria de Aveiro.
Se o corpo pedir descanso absoluto, um destino a considerar é a MARINHA DA NOEIRINHA, em Aveiro, que disponibiliza visitas guiadas às salinas, spa salínico e uma zona de praia acabada de ampliar. O espaço conta ainda com bar-restaurante, loja e uma zona mais reservada, onde repousam quatro barcos-casa alimentados por painéis solares. Cada um tem duas suítes, sala, kitchenette com frigorífico, micro-ondas e máquina de café e um terraço – também daí se avista flamingos.

A Marinha da Noeirinha.
Sabores de ouro num restaurante-barco
Ostras, vieiras e marisco da costa são presenças fortes no LAGUNA, restaurante-barco atracado na ria de Aveiro. O novo menu, ancorado nos sabores da ria e do mar, aposta em açorda de sapateira com vieiras crocantes, filete de peixe galo com risoto de berbigão ou moqueca de polvo, mas os carnívoros também encontram um Tomahawk coberto por folha de ouro. Sérgio Cunha, que conduz os destinos desta e de outras casas aveirenses – O Bairro e o Cais do Pescado -, aproveitou o confinamento para refrescar a equipa. O chef do Laguna agora é Daniel Nene, que estava n’ O Bairro; António Lopes o chefe de sala; e João Ribau o chef de bar. Este último fica no terraço, acessível por escadas em caracol.

A cozinha do restaurante Laguna.
Produção de ostras
Na OSTRAVEIRO, tanto se pode comer ostras de produção própria como pernoitar – por exemplo, no novo Ninho do Sal. O acesso à Marinha Passagem é feito de barco. Tel.: 913453876
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