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Visitar moinhos, caminhar, e fazer pão em Albergaria-a-Velha

Sábado e domingo, dias 15 e 16, Albergaria-a-Velha tem várias atividades pelos seus núcleos molinológicos para assinalar, a preceito, o 9.º aniversário da rota dos seus moinhos. Na foto, Moinho de Baixo. (Fotografia: DR)

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O programa está traçado e tem momentos de contemplação e observação por caminhos e trilhos, momentos de dar à perna, momentos de arregaçar as mangas. Sábado e domingo, dias 15 e 16, Albergaria-a-Velha tem várias atividades pelos seus núcleos molinológicos para assinalar, a preceito, o 9.º aniversário da rota dos seus moinhos.

Sábado de manhã, dia 15, às 10h, ruma-se em direção à freguesia de Ribeira de Fráguas para uma visita ao Moinho de Baixo e aos Moinhos da Quinta da Ribeira, que estão em funcionamento. Uma hora mais tarde, o percurso leva os participantes até à sede da Donaldeia, em Telhadela, para uma oficina dedicada ao ciclo do pão. Quem quiser aparecer, é bem-vindo.

Moinhos da Quinta da Ribeira. (Fotografia: DR)

À tarde, sobe-se até Vilarinho de São Roque, aldeia serrana, aldeia de Portugal. Depois da visita aos Moinhos do Regatinho, às 14h, há mais uma oficina: “Do Moinho à Mesa”. Uma hora mais tarde, parte-se à descoberta dos encantos da aldeia numa visita guiada e, pelas cinco da tarde, é tempo de fazer broa no forno. Pelas 17h30, há caminhada guiada pelo Trilho do Linho.

Na manhã de domingo, dia 16, o aniversário da Rota dos Moinhos entrecruza-se com o aniversário do Polo de Albergaria-a-Velha do Centro Municipal de Marcha e Corrida. Os caminhantes partem, num percurso de sete quilómetros, ou passam, num trajeto de 12 quilómetros, pelo Moinho do Chão do Ribeiro, em Mouquim, onde podem conhecer o respetivo engenho, enquanto agarram energias num ponto de abastecimento. Para quem quiser ficar a descansar junto ao moinho, há confeção de pão com chouriço a partir das 10h, atividade dinamizada pela Junta de Freguesia de Albergaria-a-Velha e Valmaior.

Domingo à tarde, há mais visitas, há mais moinhos, os Moinhos do Porto de Riba, em Soutelo, Branca, e o Moinho de São Marcos de Baixo, em São Marcos, Albergaria-a-Velha. O dia termina na Atafona do Sobreiro, moinho instalado num compartimento térreo de uma antiga casa de lavoura, piso de terra batida, sobrado onde se encontra o casal de mós. Uma raridade a nível regional e nacional.

Atafona do Sobreiro. (Fotografia: DR)

As comemorações do 9.º aniversário da Rota dos Moinhos de Albergaria-a-Velha integram a programação geral da Rota dos Moinhos de Portugal – Portuguese Mills, constituída pelos municípios de Águeda, Albergaria-a-Velha, Nelas, Sever do Vouga e Vagos. Nestes concelhos existem, atualmente, 25 moinhos visitáveis, para os quais estão a ser preparados e estruturados vários programas de experiências numa lógica de trabalho em rede.

A Rota dos Moinhos de Portugal quer trabalhar os moinhos, e elementos associados, como um produto turístico através de ações que, inicialmente, incidirão nos cinco municípios fundadores do projeto. A ambição é integrar outros municípios e entidades que têm como objetivo a preservação e a promoção do património molinológico nacional. Com a criação da rota, pretende-se estruturar a oferta num produto turístico inclusivo, acessível e integrado que permita aos visitantes uma experiência única. Para capacitar os territórios, valorizar as comunidades locais e os seus saberes, atraindo mais visitantes, sem descurar a preservação de um património tão único e tão característico das comunidades rurais.