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Visita à Vidrexport, a única fábrica da Marinha Grande a fazer vidro soprado

No início, esta empresa só fazia peças sopradas e agora dedica-se a criar garrafas. (Fotografia: DR)

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A técnica do vidro soprado consiste em dar forma ao vidro, insuflando uma pequena porção de vidro fundido na ponta de um tubo de metal (cana do vidreiro)”, lê-se num painel informativo, no Museu do Vidro. Saímos do Palácio Stephens com alguma teoria sobre o trabalho manual do vidro soprado, mas nada como ver acontecer. A Vidrexport é a única fábrica da Marinha Grande onde se pode assistir ao fabrico de vidro mediante essa técnica, que envolve intervenção humana, tal como a do vidro prensado, também presente ali.

A vertente manual da produção é especialmente atrativa para quem não está familiarizado com aquele ambiente industrial, que tem algo de hipnotizante, mesmo quando se passa à parte automatizada. Peça imprescindível em todo o puzzle é o forno, de onde saem as diferentes peças. Inicialmente, a firma só fazia peças sopradas; hoje, produz sobretudo vidro de embalagem, mas também vidro de iluminação, vidro de hotelaria e material de construção, como telhas de vidro.

Por vidro de embalagem, entenda-se garrafas, pelo menos na Vidrexport. Saem dali em diversos formatos, para encher com água, gins ou uísques, por exemplo. A empresa aceita encomendas a partir de 50 mil unidades e produz cerca de dez milhões de garrafas por ano. A título de curiosidade, as peças rejeitadas, por estarem partidas ou com defeito, são trituradas para dar origem a outras novas.

Os primos Hermenegildo Santos e Paulo Simão, cujos pais já trabalhavam no vidro, fundaram a Vidrexport em 1996. É uma empresa do setor da cristalaria dedicada à produção de vidro sódico-cálcico, o comum, feito principalmente com areia, carbonato de sódio e carbonato de cálcio, explica Hermenegildo. E, como se adivinha pelo nome, a grande maioria da produção – cerca de 80% – é para exportar.

 

Algo está a fazer com que o sistema não consiga mostrar a ficha ténica desejada. Pedimos desculpa pelo incómodo.