Praia Atlântico, Vila Nova de Gaia
Música ao vivo, ioga e uma cozinha de influência mediterrânea e médio-oriental chegam à boleia do novo bar e restaurante Zephyr para enriquecer o areal da praia Atlântico, em Vila Nova de Gaia, conhecida pelos bons ares e águas ricas em iodo.
O areal da praia Atlântico, no litoral de Gaia, na fronteira entre Valadares e Francelos, transformou-se numa espécie de santuário de celebração da vida, da leveza de espírito e dos finais de tarde à beira-mar com a abertura, este verão, do Zephyr (do latim zephyrus), batizado em homenagem à brisa leve do Vento Oeste. É bar, restaurante e “porto seguro para sonhadores, realizadores, exploradores, artistas, visionários e pessoas com inclinações espirituais”, lê-se no website. A carta, assim como a decoração, é uma mescla de influências mediterrânicas e médio-orientais, e a programação cultural acompanha essa identidade com eventos regulares. Aos sábados, celebra-se o pôr-do-sol com um jantar de sabores mediterrânicos e música ao vivo; os domingos são dedicados ao relaxamento e a recarregar energias para a semana, com comida, música e ioga. Uma vez por mês, em sábados de lua cheia – como acontece já no próximo dia 20 – o espaço propõe uma experiência à beira-mar que junta arte e música, inspirada no “espírito beduíno do deserto do Saara”. Já no domingo, dia 28, acontece o evento mensal Cacao Sunset Dance, que consiste num momento de música e dança ao crepúsculo.
Zephyr, na Praia Atlântico (Fotografia de Maria João Gala)
A carta de brunch está disponível durante todo o dia, com propostas de partilha como o húmus com beterraba fumada e pão pita ou shakshuka, a que se juntam pratos mais consistentes ao almoço e ao jantar, como a paelha negra com camarão e aioli kimchi, ou o Tomahawk com arroz de forno. Tudo para acompanhar com uma seleção de cocktails de assinatura e vista para o mar.
Praia Atlântico (Fotografia de Maria João Gala)
Se o Vento Oeste trouxe novos motivos para rumar à orla costeira de Gaia, os bons ares da praia Atlântico sempre atraíram banhistas ao extenso areal, entrecortado por formações rochosas perto da linha de água, seja em busca de um momento de descanso ao sol ou pela forte ondulação marítima, que seduz os praticantes de surf e kitesurf. Ou ainda pelas generosas quantidades de iodo presentes na água daquele mar, a que se atribuem propriedades terapêuticas no tratamento de doenças de ossos. Aliás, a praia está a curta distância do belíssimo edifício do Sanatório Marítimo do Norte, que funcionou até 1978 e tratou milhares de doentes com distúrbios ósseos. A obra, que atualmente acolhe o Centro de Reabilitação do Norte, remonta a 1916 e foi projetada pelo arquiteto Francisco Oliveira Ferreira, também responsável pelo desenho do café A Brasileira, no Porto, e do edifício dos Paços do Concelho, em Vila Nova de Gaia.
Acesso a deficientes…SIM
Bandeira azul…SIM
WC e chuveiros…SIM
Estacionamento…SIM
Praia Fluvial da Mâmoa, Santa Maria da Feira
Acessibilidade é a palavra-chave da Praia Fluvial da Mâmoa, em Milheirós de Poiares, Santa Maria da Feira. Com passadiços sem obstáculos, acesso a cadeira de rodas anfíbia e várias bandeiras hasteadas, este espaço é para todos.
Algumas pessoas chamam Mâmoa, outras Mamoa”, diz Ivan Ribeiro, funcionário do bar de apoio a esta praia fluvial, instalada há mais de uma década nas margens do rio Ul. Para ele, como se diz o nome é indiferente, mas tem a ver com uma necrópole pré-romana que ali terá existido. O que importa é que é uma praia que na época balnear se enche de gente. “Para já, ainda são mais campos de férias para crianças que aqui vêm passar o dia”, diz. Mas em agosto, principalmente aos fins de semana, a praia recebe cerca de 1500 pessoas, senão mais, por dia.
Bem arborizada, com infraestruturas úteis para tornar a experiência confortável para todos, a praia fluvial da Mâmoa tem-se tornado um apetecido destino de verão nesta zona do país. Ali, o rio Ul, que mais a sul, já em São João da Madeira, desagua no rio Antuã, alarga um pouco o leito, tornando-se ideal e segura para banhos.
Duas pontes de madeira ligam as duas zonas da praia, que ao todo ronda os dois hectares. Um dos lados tem um pequeno areal, o outro é principalmente relvado e conta com um confortável empedrado mesmo junto à água. O rio atinge aqui uma profundidade entre 1 e 2,20 metros. As suas águas são consideradas de excelência para banhos, tendo tanto a Bandeira Azul como a de Qualidade de Ouro.
Assim, pode-se ir para a água sem medos – mas não são permitidos saltos para o rio. Em ambos os lados há também guarda-sóis em colmo que podem ser utilizados com espreguiçadeiras, a troco de 3 euros (das 10 às 13.30 horas) ou 5 euros (das 14 às 19 horas); o dia completo fica por 7 euros. Também para alugar há guarda-sóis, por 3 euros, e cadeiras de encosto, por 2 euros.
A cadeira anfíbia para pessoas com mobilidade reduzida está disponível gratuitamente para utilizações de 60 minutos. Também para as mesmas pessoas está disponível uma zona de conforto, com sombra. Ao lado desta fica o bar, aberto das 10 às 24 horas. Aqui pode pedir-se vários snacks, como hambúrgueres, cachorros e tostas. Este é também responsável pela animação noturna do espaço, organizando sessões de karaoke todas as quartas e sextas-feiras, entre as 21 e as 24 horas.
Quanto ao estacionamento, existem dois parques dos dois lados da praia. Se estiverem cheios, pode deixar-se o automóvel alguns metros acima, no centro da povoação.
Praia acessível…SIM
Bandeira Azul…SIM
WC/Chuveiros…SIM
Estacionamento…SIM
Praia Azul-Conchinha, Leça da Palmeira
Desde junho que a bandeira azul está hasteada sobre este areal em Leça da Palmeira. É uma das 17 praias do concelho de Matosinhos que este ano foram distinguidas pela qualidade ambiental.
É numa pequena enseada, de areias finas e protegida dos ventos fortes por montículos de rochas, que muitos veraneantes gostam de estender a toalha nos dias quentes do verão. Pese embora a não rara neblina que ali se instala, às vezes por várias horas, a praia Azul-Conchinha, em Leça da Palmeira, é um recanto aconchegante e cheio de histórias.
Praia Azul-Conchinha, em Leça da Palmeira (Fotografia de Artur Machado/GI)
Uma delas, trágica, é recordada num painel erguido no passadiço que a envolve e que é Caminho de Santiago. Numa madrugada de inverno do ano 1913, o paquete britânico Veronese, que ia a caminho do Brasil, ficou encalhado nos lenhos (rochedos em frente à praia) e naufragou. Durante três dias, sob condições muito adversas, com mar bravo e tempestade, conseguiram resgatar-se 188 das 232 pessoas que estavam a bordo.
Noutro painel, aborda-se a lenda da vieira de Santiago e adverte-se os peregrinos para os quilómetros que se seguem: “A concha da vieira associada à devoção a Santiago tem a sua origem, segundo a tradição, nos extensos areais de Leça e de Matosinhos que acabámos de deixar para trás. Mas agora a paisagem muda e tem início a trágica Costa Negra. Durante os próximos quilómetros e ao longo deste passadiço, os peregrinos e caminhantes que rumam para Compostela vão percorrer uma região extremamente rochosa e perigosa, palco de mortíferos naufrágios”.
Os perigos, hoje, não são muitos, e poucos há para os banhistas da praia Azul-Conchinha durante a época balnear. Esta é vigiada e este ano voltou a receber a Bandeira Azul, que tinha perdido em 2021, e que garante segurança ambiental e conforto aos frequentadores.
Há também património histórico para conhecer nas imediações. Como a Capela da Boa Nova, erguida nos rochedos a sul, bem como o moinho que, pensa-se, terá pertencido a um antigo mosteiro do século XIV. Entre este e o carismático farol construído nos anos 1920, homenageia-se num conjunto escultórico o poeta António Nobre, que ali foi buscar matéria para os poemas de “Só”.
Acesso a deficientes…SIM
Bandeira Azul…SIM
Chuveiros…SIM
Estacionamento…SIM
Praia da Falésia, Albufeira e Loulé
Entre Olhos de Água e a Marina de Vilamoura, há seis quilómetros de costa, penhascos de cores quentes e mantos de pinheiros. A Praia da Falésia, eleita este ano a melhor do mundo, recebe o verão com novidades.
A extensão do seu areal – qualquer coisa como seis quilómetros de comprimento – é uma das suas mais-valias, permitindo maior alternativa na hora de estender a toalha, mas é o seu conjunto de arribas, as mesmas que a batizam, que a tornam num local de eleição sempre que chegam os meses quentes, ganhando tons amarelados, alaranjados e avermelhados, a contrastar com as manchas verdes de pinheiro-manso no topo.
Ocupando dois municípios algarvios, os de Albufeira e Loulé, a Praia da Falésia liga a faixa costeira entre Olhos de Água, na Oura, e a Marina de Vilamoura, incluíndo um conjunto de areais, a maioria acessíveis por escadaria em madeira – de oeste a leste, a Praia do Barranco das Belharucas, Açoteias, Alfamar, Baixinha-Poente, Rocha Baixinha e Baixinha Nascente – as três últimas com rampa de acesso.
Além da chancela Bandeira Azul 2024, este ano trouxe boas notícias para a Falésia, que foi eleita a melhor praia do mundo nos Traveller’s Choice Awards, o ranking anual criado a partir de milhões de avaliações feitas na plataforma Tripadvisor, e onde se elogiam as suas “falésias dramáticas, areais dourados e águas azuis cintilantes”. Já no ano passado, a Falésia tinha alcançado o sexto lugar nas melhores do mundo.
O areal estende-se ao longo de dois concelhos algarvios, Albufeira e Loulé. (Fotografias de Maria João Gala)
De resto, a sua amplitude é uma janela aberta para que não faltem esplanadas junto ao areal. Uma das novidades frescas deste verão é a reabertura do Maré, bar e restaurante de praia do Pine Cliffs, com acesso pelo hotel ou pela entrada geral de Barranco das Belharudas, Olhos de Água, que ressurge renovado na carta e no visual, a começar com um novo deck com sofás para apreciar o areal e o mar.
À mesa, há sempre peixe e marisco do dia ao quilo, na grelha, além de ceviches de robalo e atum, amêijoas à Bulhão Pato, choco frito, saladas de quinoa e tofu, espetadas de frango em forno tandoori, batatas bravas, costelinhas de porco em modo barbecue ou guacamole. Por enquanto, aposta-se nos almoços e petiscos à tarde, mas a partir de agosto pode jantar-se também nesta esplanada de areal.
Petiscos e produtos do mar alimentam a carta ao almoço e durante a tarde.
Acesso a deficientes – Sim (Baixinha-Poente, Rocha Baixinha e Baixinha Nascente)
Bandeira Azul – Sim
WC/Chuveiros – Sim
Estacionamento – Sim
Animais de estimação – Não
Praia do Lago, Moura
Chama-se Praia do Lago, é a mais recente praia fluvial do Alqueva e um dos quatro pontos da Estação Náutica Moura-Alqueva, que promove os desportos náuticos e a natureza na região.
Inaugurada há um mês, a nova Praia do Lago, no concelho de Moura, tem tudo para ser eleita a nova estância balnear de eleição no Alqueva, conhecendo-se de antemão o calor estival das localidades alentejanas. Quem escolher esta praia para se refrescar pode estender a toalha em três zonas – areia, relva natural ou prado não regado -, confiando na vigilância assegurada por nadadores-salvadores, todos os dias até 15 de setembro, entre as 9 e as 19 horas. O formato oval da praia, com 253 metros de linha de água, facilita a observação do alto de uma torre de vigia.
A Praia do Lago tem 253 metros de linha de água, banhada pelo Alqueva. (Fotografia: DR)
Além das sombras naturais e de palhotas, os banhistas podem fazer piqueniques e descansar. Na água, adultos e crianças podem nadar e mergulhar em duas “piscinas flutuantes” redondas, ligadas às duas margens por um passadiço. Além de Bandeira Azul, a Praia do Lago ostenta a bandeira de Praia Acessível, contando com apoios de acesso à água (como espreguiçadeiras e um carrinho anfíbio), casas-de-banho e sombra reservada a pessoas com mobilidade reduzida.
(Fotografia: DR)
Existem já duas empresas a operar no local: a AlquevaTours, com passeios de barco na região, e a Alentejo Break, que organiza passeios de canoagem, paddle, tração de boias, ski aquático, wakeboard e passeios de barco ao luar, entre outras atividades. Para breve está a entrada em funcionamento de um restaurante/bar. No local existem cerca de 80 lugares de estacionamento para ligeiros, lugar para autocarros e, em breve, uma área de serviço para oito autocaravanas.
Acesso a deficientes…SIM
Bandeira Azul…SIM
WC/Chuveiros…SIM
Estacionamento…SIM