Apesar da proximidade à movimentada Rua da Constituição, a Rua do Monte Alegre não bebe da agitação da sua vizinha. A via, cuja extensão não ultrapassa meio quilómetro, é principalmente habitacional, tem pouco trânsito e é bastante tranquila. Mas nem sempre foi assim.
Há cerca de 30 anos, na Monte Alegre, e nas suas perpendiculares, existiam «16 merceeiros» e, ainda assim, «trabalhava-se muito mais», garante António Rebelo, da mercearia que ocupa o número 150. Movimento justificado pelas fábricas sediadas nas redondezas, uma delas, «de açúcar», e outros negócios como várias oficinas de automóveis e talhos.
Hoje mais pacata, a Rua do Monte Alegre merece uma visita para se descobrir a pizaria do italiano Mattia Turbiani e uma associação cultural com uma agenda preenchida e, ainda, um surpreendente jardim. De caminho, conhecem-se duas moradas que são embaixadoras dos sabores transmontanos, lugares para aprender técnicas de manufatura e arte marciais, e o showroom de uma loja online de cosmética natural.
01 | Hortus Conclusus, nº 66
É um inesperado oásis de tranquilidade, em forma de jardim, que se encontra passando o portão da Hortus Conclusus, uma associação cultural que se ergue em quatro pilares: os valores do Homem, da Terra, do conhecimento e da memória. São estes esteios que o casal Júlia Braga e Luís Xavier pretende valorizar nas atividades de cozinha, música, trabalhos manuais, botânica, artesanato e teatro, que organiza durante o ano, no interior do espaço de uma antiga fábrica e no exterior. Em dezembro, a associação recebe o Mercado de Natal, nos sábados 7, 14 e 21.
(Fotografia: Igor Martins/Global Imagens)
02 | Da Mattia, nº 113
Uma das recordações mais presentes do italiano Mattia Turbiani é a de fazer gnocchi e ravioli com a avó, aos 4 anos. Hoje, na sua pizaria, que é ainda um segredo para muitos portuenses, dá a provar verdadeiros sabores italianos, como o suppli, um bolinho frito de arroz, e a crocchetta, um croquete à base de batata. Garantidas estão as massas frescas, o gnocchi caseiro e as pizas de massa fina que são, para alguns, as melhores do Porto. Encerra à segunda e à terça e domingo ao almoço.
(Fotografia: Pedro Granadeiro/Global Imagens)
03 | Mercearia e frutaria, nº 150
Esta mercearia/frutaria que dá cor à Rua do Monte Alegre, com as suas frutas e flores à porta, é gerida por António Rebelo, há 33 anos. Em visita, os turistas não saem sem salpicão e chouriço de carne. As flores também trazem muita gente. «Há quem venha de Arca d’Água, porque já não se vende muito flores aos ramos, e nós temos», afiança António. Encerra ao sábado à tarde e ao domingo.
(Fotografia: Pedro Kirilos/Global Imagens)
04 | Little Dragon, nº 275
Fernando Santos Ferreira abriu esta academia de artes marciais, e não só, há cerca de dez anos, na Rua do Monte Cativo, para ensinar essas mesmas artes a crianças, jovens e adultos. Em 2016, o projeto mudou-se para a Rua do Monte Alegre e juntou-se-lhe uma loja marcial. Lá, encontram-se artigos para artes marciais e desportos de combate de marcas como a Adidas, RDX e Yakkao. As insígnias Pine Tree e JCALICU são ali representadas em exclusivo.
(Fotografia: Little Dragon/Facebook)
05 | Mercearia do Bairro, Rua de Serpa Pinto, nº 591
Há cerca de um ano que a Rua de Serpa Pinto acolhe a Mercearia do Bairro, um espaço dedicado aos produtos transmontanos, onde também se chega para comer. Há legumes e frutas, conforme a estação, frutos secos, queijos de ovelha, cabra e vaca, vinhos, compotas, marmelada, pão, azeite e azeitonas. Nas mesas pousam fatias de quiches, tartes e bolos caseiros, tostas, covilhetes e pastéis de Chaves. Encerra ao domingo.
(Fotografia: Pedro Kirilos/Global Imagens)
06 | Saber Fazer, Rua da Aliança, nº 57
Trabalhar a lã (da ovelha ao fio), tecelagem, cestaria e tinturaria natural são algumas das áreas abordadas nas oficinas do Saber Fazer, um projeto dedicado à captação e disseminação do conhecimento, coordenado por Alice Bernardo. Além de atelier, o Saber Fazer também é loja, com materiais e ferramentas selecionadas.
(Fotografia: Saber Fazer/Facebook)
07 | Tasquinha do Tuela, Rua de Serpa Pinto, nº 58
Aberta há 15 anos, por Claudina Andrade Basílio, de São Pedro Velho, Mirandela, a Tasquinha do Tuela é um lugar seguro para quem procura sabores transmontanos. Ao almoço tanto há bacalhau à Gomes de Sá, como rojões à moda do Minho ou feijoada à transmontana. Este mês será servido javali, e lá para dezembro, faz-se cascas com butelo, prato que atrai muitos comensais, conta Claudina. Fecha ao domingo.
(Fotografia: Pedro Kirilos/Global Imagens)
08 | Omassi | Rua do Zaire
Produtos de cosmética, maquilhagem e higiene, como cremes, escovas dos dentes de bambu, pastas dentífricas, champôs sólidos, não testados em animais, sem parabenos, biológicos e veganos são alguns dos produtos da loja online Omassi. O projeto nasceu pelas mãos de Patrícia Carvalhido, depois de ter conseguido normalizar a pele hipersensível da filha, então bebé, graças a este tipo produtos. O showroom fica na Rua do Zaire, e pode ser visitado contactando a marca pelas redes sociais.