Uma mãe influencer dedicada a “normalizar a segunda mão”

Inês Pais e a filha Alma. (Fotografia: DR)
A criadora de conteúdos lisboeta é uma das personalidades que tem o armário à venda na plataforma ECOA Circular. É fã de roupa em segunda mão para si, e para a filha bebé, mas admite que ainda há um certo estigma em relação às peças usadas, o qual vai ajudando a desconstruir no seu Instagram.

Numa visita à página do Instagram de Inês Pais (inesrpais), lisboeta, de 28 anos, somos seduzidos por apelativas fotografias de receitas de base vegetal, de momentos ternurentos com a filha Alma e o marido Tomás, e imagens suas, quase sempre acompanhadas de reflexões. Ora sobre maternidade – desafio que a está apaixonar de tal maneira, que começou uma formação de doula, após cursos de culinária e uma licenciatura em Psicologia -, ora sobre fé, sustentabilidade, “fast fashion” e o consumo em segunda mão, do qual é adepta desde 2018, quando adotou o veganismo.
“Comecei também a rever os meus hábitos de dia a dia para perceber como podia fazer escolhas mais sustentáveis”, recorda, explicando que rapidamente se apercebeu “dos impactos da indústria têxtil”, com a visualização do documentário The True Cost e o conhecimento do trabalho da ativista Venetia La Manna.

Deixou de consumir fast fashion “de um dia para o outro” e, hoje, com mais de 50 mil seguidores na sua página, tenta quebrar o estigma associado à segunda mão, sobretudo quando é para vestir bebés. Acredita que possa existir “uma tendência para associar um “novo” bebé no mundo a roupas também elas novas”, e relembra que “muitas vezes quem tem estigma é porque considera as roupas usadas “sujas”, então seria impensável para um bebé”. Para ultrapassar estes preconceitos crê que é preciso “normalizar a segunda mão” e “falar dela sem reservas com outras pessoas, mostrar-lhes a roupa vestida para verem que a qualidade não está comprometida, contar-lhes o quão acessível foi comprar aquele conjunto, consciencializar para os impactos da indústria têxtil e divulgar nas redes sociais se fizer sentido, mostrando até diferentes estilos com essas peças, por exemplo. E claro que passa também pelas próprias marcas de venda de roupa em segunda mão apenas aceitarem peças de qualidade”.

Uma dessas marcas é a ECOA Circular, onde tem várias peças à venda. O convite de Aline Gimenez, a fundadora, foi bem acolhido por Inês, até porque aconteceu numa fase em que estava a fazer nova revisão do seu armário, que “tem vindo a reduzir ano após ano”. No entanto, quando entra alguma peça nova, tanto pode vir da Micolet, da Slow Closet Portugal, de feiras ou de alguma loja vintage. Se for para a filha Alma, Inês procura na Kid to Kid, na Kids Closet Story e na Secondhand Baby Wonderland.

Onde encontrar a Inês:
Web: instagram.com/inesrpais



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