Um ateliê em Aveiro que é um ninho para ficar

Um ateliê em Aveiro que é um ninho para ficar
Duas artesãs partilham o estúdio-loja onde criam acessórios cheios de cor, texturas e pormenores. O Portuguese Handmade Studio fica no primeiro andar de um prédio antigo, no centro de Aveiro.

O ateliê onde trabalham Tércia e Waneska merece uma visita por si só. É um lugar arrumado e tranquilo, com mesas de madeira que chegaram da loja vintage ao lado (a 1º Balcão), no primeiro andar de um prédio antigo no centro de Aveiro. No espaço, amplo e acolhedor, convivem os expositores das peças que as duas fazem – malas e colares, com tecidos, pedras e pele – com as máquinas de costura e prateleiras onde guardam matérias-primas como sobras de tecido e pele.

Numa das paredes, há um enorme espelho com moldura dourada onde se pode testar o efeito dos acessórios. Sobre o expositor da entrada, há um cartaz onde se lê “Existe alma em mãos que criam”. As duas mulheres tinham muito em comum, mas só o souberam quando se conheceram, há três anos, ali em Aveiro. São ambas naturais do Brasil, casadas com portugueses e ambas se viraram para as finas artes dos acessórios de moda quando deram por si sem uma ocupação quotidiana, depois da família se ter mudado para Portugal.

Acabaram por partilhar o ateliê, aberto ao público, com o nome de Portuguese Handmade Studio para as suas marcas – unique By Waneska Shelynne e Tércia, de Ãngela Natércia. Comecemos por falar de Waneska. Natural da cidade de Goiás (Goiânia), era funcionária pública até acompanhar o marido no regresso ao país natal, em 2015. Os colares que faz, grandes e exuberantes, com combinações de pele, tecido e pedras, podem fazer todo um visual. As amigas foram as primeiras compradoras da arte que floresceu em Aveiro.

Vaneska Shelynne ( Unike by Shelynne) e Ângela Natércia ( Tércia Tércia Carteiras), as artesãs do Portuguese Handmade Studio. (Fotografias: Maria João Gala/GI)

O ateliê fica situado num prédio antigo, no centro da cidade de Aveiro.

Neste espaço, há malas e colares para todos os gostos.

Agora, está a fazer um curso de joalharia e ourivesaria, mas o caminho está encontrado. “Aprendi sozinha, fiquei encantada com isto, comprei livros e tentei misturar um pouco de cada técnica”, conta. Mãe de uma filha adolescente, tem uma loja na Etsy onde põe à venda os colares que pode demorar cinco dias a fazer – os preços vão dos 80 aos 260 euros.

Tércia – nascida em Jabuticabal, estado de São Paulo – já está em Portugal há mais de 30 anos e virou-se para a costura quando “bateu o síndroma do ninho vazio”, depois dos filhos saírem de casa. No Brasil, era professora de Educação Física, mas a dificuldade em conseguir a equivalência cá, com filhos pequenos, fê-la dedicar-se à família.

A perfeição e originalidade das clutches que começou por criar motivaram-na a prosseguir. “Só sabia uma costurinha básica”, ri-se Tércia, que criou uma linha singular de malas e sacos. Através de camadas de tecidos, costuradas e retalhadas com uma técnica inventada por ela – que uma amiga baptizou de “fia fino”, faz um tecido robusto e matizado.

“Só faço um de cada, não replico”, diz a artesã que, além de criativa, é uma anfitriã acolhedora. De tal maneira que, entre colares e malas, e várias cadeiras para sentar, apetece ficar naquele ninho. a experimentar malas e colares. E a conversar com as criadoras.

 

Algo está a fazer com que o sistema não consiga mostrar a ficha ténica desejada. Pedimos desculpa pelo incómodo.

 

Leia também:

Levar os sabores de Aveiro para casa dentro de um cabaz
Uma loja vintage para conhecer em frente à ria de Aveiro
O novo restaurante de Aveiro tem um chef que cozinhou para a Selecção Nacional



Ler mais







Send this to friend