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Praia da Amália, o areal da Costa Vicentina que tem alma fadista

Praia da Amália. (Fotografia de Reinaldo Rodrigues/GI)

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Já foi um dos segredos bem guardados do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, mas tem vindo a perder o estatuto de “praia quase deserta”, dada à crescente popularidade nos últimos anos. Ainda assim, a Praia da Amália continua a ser uma alternativa mais resguardada em relação a alguns areais vizinhos, como a Praia de Odeceixe, mais a sul, e a Praia da Zambujeira do Mar, a norte.

Tem batismo e alma fadista e ganhou o seu nome por estar aos pés do refúgio da maior diva do fado durante três décadas, que aqui adquiriu uma casa de férias na década de 1960, e que apelidava de seu “refúgio”. Há quem também chame este areal de Praia do Brejão, a aldeia mais próxima, ou até Praia do Malmequer, mais informalmente, em referência ao malmequer afixado na estrada que liga o Brejão à Azenha do Mar, e que serve de sinal para virar, rumo à praia.

A Praia da Amália, junto à aldeia de Brejão, concelho de Odemira. (Fotografia de Reinaldo Rodrigues/GI)

As falésias da Costa Vicentina abrigam o areal de pequena dimensão, em forma de meia-lua – chega a estar quase coberto se a maré estiver cheia. Outro dos seus destaques é o pequeno ribeiro situado no lado esquerdo da praia, uma fina queda de água que liga à água do mar.

Não existe bar de apoio nem vigilância de nadador-salvador, o que é normal visto que se trata de uma praia selvagem. A partir de uma pequena zona de estacionamento em terra batida, o caminho até ao areal é depois feito apenas a pé, durante cerca de 10 minutos, e nem sempre é de fácil travessia ou plano, passando-se por túneis de árvores e juncais. A alternativa é ficar hospedado na Herdade da Amália, renovado recentemente e agora aberto ao público o ano todo, que tem uma escadaria privada com acesso direto e facilitado à praia.

 

O que fazer em redor do areal:

Dormir no refúgio de Amália

Quando falava sobre a sua casa na Costa Vicentina, Amália Rodrigues dizia que era o seu “barco”, com vista privilegiada sobre o mar. No topo de uma falésia, dentro de uma herdade com nove hectares, a Herdade da Amália soma quatro quartos duplos na casa principal e dois estúdios com kitchenette e pátio. Obras de arte e peças decorativas compradas e recebidas pela fadista mantêm-se na casa, além de mobiliário antigo, como os espelhos e mármores originais. A piscina com vista-mar, rodeada de relvado, é um dos ex-líbris do alojamento.

O jardim e piscina exterior da Herdade da Amália, com vista-mar. (Fotografia de Reinaldo Rodrigues/GI)

Arte urbana na aldeia

A dois quilómetros da Praia da Amália, a aldeia do Brejão homenageia a voz de “Estranha Forma de Vida” com arte urbana. Trata-se de um conjunto de murais, pintados em algumas das casas junto à estrada principal, com a figura da diva do fado.

Um dos murais de arte urbana na aldeia de Brejão. (Fotografia de Reinaldo Rodrigues/GI)

Cozinha de mar

No Porto das Barcas, junto à Zambujeira do Mar, o Barca Tranquitanas mantém-se como uma das casas mais concorridas da costa alentejana. A estreita ligação aos pescadores locais marca o ritmo da carta, onde não faltam clássicos como feijoada de búzios, choco com amêijoas, filetes de pampo com migas de grelos e o incontornável peixe na grelha.

A cozinha de mar é o pilar d’A Barca Tranquitanas, no Porto das Barcas. (Fotografia de Diana Quintela/GI)