Bruna Vasconcelos, de 33 anos, tinha somente 13 quando começou a aprender joalharia, vinda de um curso de pintura e escultura que deixara de existir. Inclinada para as artes, quis saber como era “construir joias” – que vê quase como “micro esculturas” – e fez caminho rente a elas. A marca homónima acaba de comemorar 12 anos, numa nova morada. Se antes fazia atendimentos só por marcação, num espaço partilhado, agora tem casa própria, e basta tocar à campainha para ver e experimentar as peças. Abriu no verão, na Rua dos Vanzeleres, no Porto, e funciona como showroom, embora tenha também uma vertente de oficina.
A designer de joias Bruna Vasconcelos
(Fotografia de Artur Machado/Global Imagens)
As peças são ricas em texturas.
(Fotografia de Artur Machado/Global Imagens)
A decoração, dominada pelo verde escuro, com apontamentos em rosa e dourado, vai bem com as joias, ricas em texturas e cores. “Uma das características que distinguem a marca é a utilização frequente da cor”, sublinha Bruna, dando como exemplo uns brincos que partem de uma base clássica, mas ganham outra frescura graças às pedras de diversos tons. Procura ainda que o design das peças seja “o mais autoral possível”, dando como exemplo as que está a usar: “Contam a história de um momento em que precisei de me reconectar, de me isolar um bocado”. E até tem brincos inspirados nos meses em que viveu na Sicília.
A predileção da designer de joias por brincos é notória, sobretudo se forem grandes. É por eles que costuma começar as coleções, assentes em materiais como a prata, as pérolas ou as pedras naturais. São peças que não passam despercebidas, e que pretendem “trazer um lado mais poderoso” a quem as usa, observa ela, que cultiva uma relação de proximidade com as clientes – ao ponto de, regularmente, convidar uma para vestir a pele de modelo e embaixadora de determinada coleção da marca.
Bruna também trabalha muito com noivas, e a esse propósito mostra alguns toucados, que podem ser personalizados com nomes e datas e até desenhados de raiz. “Encaro as joias como um investimento, algo para passar de geração em geração, para estimar”, remata. Um pretexto para ir visitando a loja é ver a montra, que muda a cada mês, de acordo com um tema: depois dos livros, é a vez do Natal.
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