Nature 4 (Fotografia de Artur Machado/GI)
# Igreja da Misericórdia
Alvo de várias intervenções ao longo dos anos, a igreja apresenta predominantemente traços de estilo barroco e neoclássico. Na última grande reformulação, no século XVIII, foi aberto um altar inusitado, no frontispício, por cima do pórtico da igreja, com retábulo em talha dourada, de onde a imagem da Senhora da Misericórdia, ou Nossa Senhora da Porta, mira o pequeno largo que rodeia o cruzeiro setecentista, onde se celebram missas.
Igreja da Misericórdia (Fotografia de Artur Machado/GI)
# A Floresta
Acabado de reabrir, depois de obras de remodelação que deram nova cara, airosa e elegante, às duas salas e à esplanada coberta, o restaurante A Floresta apresenta os clássicos de sempre: a posta de cachena, o bacalhau assado na brasa e a espetada de lulas, a par do afamado cabrito assado. A casa abriu há mais de 50 anos, com os avós de Francisco Barros. Era pensão e taberna e foi crescendo, alicerçada na cozinha tradicional e numa garrafeira de referências locais.
A Floresta (Fotografia de Artur Machado/GI)
A Floresta (Fotografia de Artur Machado/GI)
# O Pote
Posta grelhada, costela assada no forno e alheira são algumas das formas em que carne de cachena chega à mesa d’O Pote, aberto há quase 20 anos por Pedro Martins e a mulher Maria Martins, ao comando da cozinha. As bochechas de porco bísaro com migas de broa de milho, assim como o bacalhau à Pote, frito e acompanhado com creme de marisco em vez de cebolada, são outras especialidades da casa. Além de uma deliciosa tarte de maçã, servida em quente, com bola de gelado.
# Doçaria Central
As receitas dos premiados charutos dos Arcos e dos rebuçados têm passado de geração em geração na família de Clara Laranjeira desde que a sua tetravó fundou a casa em 1830. É dessa altura o forno a lenha onde ainda cozem o pão-de-ló e o doce sortido, disponível todo o ano, mas mais procurado na altura da Páscoa. É composto por biscoitos de chá, quadrados de açúcar e de chocolate, casadinhos, doces brancos, fatias de coco e outras gulodices.
Doçaria Central (Fotografia de Artur Machado/GI)
# Tasca do Delfim
Há quem vá pelos petiscos – bolinhos de bacalhau, panadinhos, pataniscas – e pela malga de vinho tinto, mas também serão muitos os que vão para dar dois dedos de conversa animada com Dona Maria Amorim. Tomou conta da taberna, encaixada entre a capela românica da Nossa Senhora da Conceição e a Igreja da Lapa, há 50 anos, juntamente com o marido Delfim. É dele a coleção de concertinas que faz companhia às dezenas de fotografias e cartazes do seu tempo de tocador.
Tasca do Delfim (Fotografia de Artur Machado/GI)
# Igreja da Lapa
O templo barroco, atribuído ao arquiteto bracarense André Soares, foi concluído em 1767. Exibe uma planta octogonal e uma fachada aparatosa, com volumes típicos daquele estilo artístico, e uma ampla e alta cúpula. No interior, descobrem-se belíssimas composições de talha dourada. Em frente ao santuário não passa despercebido o Relógio de Água, uma fonte com 48 jatos verticais, sendo que cada jato assinala a passagem de intervalos de 15 minutos.
Igreja da Lapa (Fotografia de Artur Machado/GI)
# Centro Interpretativo do Barroco
Depois de passar pelo pelourinho do século XVI, e pelo Jardim dos Centenários, chega-se à Igreja do Espírito Santo, que alberga o novo Centro Interpretativo do Barroco. Ecrãs interativos permitem descobrir alguns dos exemplares mais significativos desse estilo artístico no Alto Minho, enquanto uma visita guiada com óculos de realidade aumentada dá a conhecer ao pormenor os elementos patrimoniais da igreja. Existe ainda uma instalação de videomapping na sacristia.