Este nascimento reveste-se de particular significado, uma vez que o panda-vermelho (Ailurus fulgens) é uma espécie rara, classificada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) como estando “Em Perigo”. A degradação e a fragmentação do seu habitat têm levado ao decréscimo da população, que enfrenta ainda outro entrave, segundo informações do Jardim Zoológico de Lisboa: “A dificuldade na reprodução é um fator de apreensão, uma vez que o período fértil das fêmeas ocorre apenas uma vez por ano, e dura entre 12 e 36 horas”.
Entre as áreas de distribuição deste animal estão as florestas de montanha entre a China e o Nepal, pelo que está adaptado a ambientes frios: para ajudar a manter a temperatura corporal, conta com “uma pelagem densa e uma cauda longa”, como se lê em comunicado. O panda-vermelho alimenta-se sobretudo de folhas de bambu, mas, curiosamente, “apresenta uma dentição de omnívoro e tubo digestivo de carnívoro”.
A cria do Zoológico de Lisboa.
(Fotografia: DR)
Na mesma nota, o Jardim Zoológico de Lisboa frisa que a sua grande missão passa pela conservação da natureza e que, além de preservar indivíduos de diversas espécies, apoia projetos de recuperação dos seus habitats naturais, através de um fundo próprio.
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