Open House Porto regressa com mais de 50 obras visitáveis

Mercado do Bolhão (Fotografia de André Rolo/GI)
A 8ª edição do festival de arquitetura acontece no fim de semana de 1 e 2 de julho, e abrange quatro cidades: Porto, Maia, Matosinhos e Vila Nova de Gaia.

A edição deste ano do Open House Porto tem como tema os “Novíssimos na Arquitetura”. O mote é inspirado num texto da autoria de Nuno Portas, 1959, intitulado “A responsabilidade de uma novíssima geração no movimento moderno em Portugal”, a partir do qual Portas se dirige aos “arquitetos recém-chegados à atividade profissional”, propondo “o interrogar de uma novíssima geração, não só nas suas ideias e intenções, mas sobretudo nas suas obras”, explica a organização, em comunicado.

Partindo desta publicação, a dupla de curadores Pedro Baía e Magda Seifert criou o roteiro deste ano, que “oferece a oportunidade para uma possível leitura das várias novíssimas gerações de arquitetos que foram projetando e construindo ao longo do tempo, através da visita contemporânea das suas obras”. As obras escolhidas foram realizadas por jovens arquitetos nos anos 1930, 1950, 1970, 1990 ou 2010, e dividem-se em três linhas de seleção: “novíssimos”, “novos novíssimos” e “novíssimas obras”.

Os “novíssimos” compõem-se de um conjunto de obras, hoje reconhecidas e celebradas, que foram na sua época projetadas por arquitetos que estavam no início do seu percurso, como a Casa de Chá em Matosinhos, de Álvaro
Siza, ou a Escola do Cedro, em Vila Nova de Gaia, por Fernando Távora.

Os “novos novíssimos” integra uma seleção de espaços da autoria de arquitetos nascidos após 1983, como o
Atelier Local, os Depa Architects, o Fala Atelier ou os Fahr 021.3. E a categoria de “novíssimas obras” reúne um conjunto de projetos concluídos nos últimos cinco anos, como a reabilitação do Mercado do Bolhão por Nuno Valentim e Rita Machado Lima, o Terminal Intermodal de Campanhã de Nuno Brandão Costa, ou as novas instalações da ESAP por Fátima Fernandes e Michele Cannatà.

Estes espaços integram um total de 52 obras, metade das quais em estreia no Open House Porto, vão estar de portas abertas, ao longo dos dois dias de festival, vários formatos de visita gratuita: livre; orientada pela equipa de voluntários do festival; ou comentada pelo autor do projeto de arquitetura ou por um especialista convidado. O concelho do Porto abarca a maior fatia de obras – um total de 24 -, seguido de Matosinhos, com 11 espaços para visitar, Vila Nova de Gaia com nove locais e a Maia com oito projetos a conhecer.

Paralelamente, e à semelhança dos anos anteriores, a Casa da Arquitectura – organizadora do evento – prepara um
conjunto de atividades gratuitas a decorrer em alguns locais do roteiro e que se destinam a todo o tipo de públicos.



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