No exterior, há pinturas que mostram pássaros e um vulto familiar: o de Agustina Bessa-Luís, escritora com raízes em Amarante. Lá dentro, misturam-se arte, design, serigrafia artesanal, mobiliário, objetos usados, como livros e discos, e outras peças cheias de pormenores que vale a pena apreciar. Continuam também as referências a figuras ilustres dali, caso do pintor Amadeo de Souza-Cardoso. As paredes exibem criações diversas e mesmo instrumentos musicais feitos por um artesão local, de que é exemplo a viola amarantina, com aberturas em forma de coração. Está claro que os artistas da terra têm lugar de destaque na Officina Noctua.
- Verena e Nuno, os fundadores do projeto. (Fotografias de Artur Machado/Global Imagens)

Por marcação, há visitas guiadas para observar aves.
(Fotografia de Artur Machado/Global Imagens)
“Juntámos tudo aquilo de que gostamos”, resumem os responsáveis pelo espaço, Nuno Ribeiro e Verena Basto – ele designer, ela artista plástica. “É a nossa oficina de trabalho para serigrafia ou design, e depois é uma loja-barra-sala de estar.” Tanto que acolhe, na última sexta-feira de cada mês, a iniciativa Sextas Telúricas – todos são convidados a aparecer, ao fim da tarde, para conversar e partilhar bebidas e petiscos. Entre os artigos à venda estão livros novos, inclusive de edição própria. “Tamem digo – Uma história de migrações”, de Jorge Pinto, com ilustrações de Julia da Costa, e “Poemas”, de Heiner Müller, com tradução de Adolfo Luxúria Canibal e ilustrações de José Pereira, são títulos já publicados. E mais vêm a caminho.

A escritora Agustina Bessa-Luís surge representada à porta.
(Fotografia de Artur Machado/Global Imagens)
Naquela casa vão cabendo novos projetos e colaborações com artistas, sem esquecer o que começou por ser um passatempo: o birdwatching (observação de aves). Aliás, o casal fundador escolheu o mocho, ligado à cultura, como símbolo da Officina Noctua, e chamou-lhe assim não por acaso – a primeira parte denuncia o seu gosto por antiguidades e a segunda remete para o nome científico do animal em causa. Por marcação, há visitas guiadas para observar aves. Tanto podem cingir-se a Amarante (“Em três horas, consigo mostrar cerca de 40 espécies sem sair da cidade”, diz Nuno) como ter lugar nas serras da Aboboreira ou do Marão. E, em saídas de vários dias, ainda se consegue abrir mais o mapa.
Algo está a fazer com que o sistema não consiga mostrar a ficha ténica desejada. Pedimos desculpa pelo incómodo.
