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O que fazer nas Rias Baixas ao longo do caminho náutico de Santiago

Vindima para a cooperativa Paco&Lola, produtora de albariños.

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Visitar a Adega Paco&Lola e provar os seus albariños

No coração da região do albariño, no vale de O Salnés (sub-região do DO Rías Baixas), a cooperativa vitivinícola Paco&Lola foi fundada em 2005 para melhorar a produção de uva dos muitos produtores da região. Tem 442 associados (e cerca de 2000 parcelas de vinhedo). Os muitos vinhos que daqui saem têm características da região banhada pelo Atlântico. Muita mineralidade, mas também aromas bem florais, dependendo das referências. Há vinhos para vários gostos, dos mais fáceis de beber a outros com bastante complexidade. A cooperativa – com tecnologia de topo – pode ser visitada com guia e no final, na loja, o visitante tem direito a provar vários rótulos da casa.

Albariños da Adega Paco&Lola.

Visitar as “bateas” com mexilhão e albariño à descrição

Partindo do cais mesmo ao lado do hotel, ou do porto de O Grove, um barco faz uma visita guiada pela Ría de Arousa. E como foi aqui que nasceu a primeira “batea”, em 1945, uma tecnologia que permitiu aumentar a produção de mexilhões (e que agora também se utiliza para criação de vieiras e ostras), faz parte do percurso visitar precisamente uma batea. Aqui, explica-se como funciona. Os mariscadores extraem a “semente” do mexilhão das rochas, quando esta tem o tamanho de um grão de arroz. Transladam-se para a “batea” e envolvem-se com uma rede de algodão à corda. Essa rede em três ou quatro dias dissolve-se na água e os mexilhões ficam pegados às cordas, que têm entre 10 e 12 metros, sendo que cada “batea” tem cerca de 50. Após três ou quatro meses é preciso fazer um novo processo chamado desdobramento, devido ao peso dos mexilhões e voltar a pô-los na água. Entre 12 e 18 meses, ficam prontos para consumir. Durante a visita, que depois percorre o resto da Ría de Arousa, há mexilhão cozido, vinho albariño, água e refrescos à descrição.

Visita a uma “batea”, onde se produz mexilhão, vieiras e ostras, na Ria de Arousa.

Comprar colares tradicionais de A Toxa

Há várias gerações que muitas mulheres do Grove se dedicam a fazer colares de conchas para vender aos turistas. Mas a tradição do artesanato com conchas recolhidas da praia remonta ao artesão José Botana, que viveu entre 1827 e 1895. “Ele decide utilizar as conchas dos areais como elementos de joalheria”, conta Francisco Meis. “Botana foi o primeiro promotor turístico do Grove, muito também por ter grande visão empresarial. Levou as suas peças às exposições internacionais de Viena, Londres e Paris. A partir de 1900, a sua maneira de trabalhar vai cair em desuso, principalemente porque ser muito laboriosa” e utilizar produtos químicos perigosos, conta. Mas os habitantes do Grove que trabalharam na sua fábrica começaram a fazer outros colares, não tão elaborados, é certo, mas que conquistaram os turistas que iam passar férias à Ilha da Toxa, nos inícios do século XX. É nestas primeiras décadas que se sedimenta a tradição.

Visitar uma capela coberta de conchas de vieira

O lugar onde hoje se ergue a Capela de San Caralampio já funcionava como lugar de culto desde o século XII. A igreja atual é do século XIX, mas nem sempre teve o revestimento pela qual é conhecida. “Revesti-la foi fruto da necessidade”, conta Francisco Meis. Os ventos do sul, com a chuva, afetavam toda a parte de trás da capela. Por isso, na zona do altar havia sempre muita humidade. Nos anos 1940, o Marquês de Riestra (filho) que ficou a gerir o complexo turístico, pede a um pedreiro uma solução para o problema. A ideia foi colocar conchas de vieira, de tal modo a que a chuva deslizasse por elas, não se infiltrando na capela. As conchas mais antigas são precisamente as que cobrem a parede exterior do altar. Mas o marquês gostou tanto do efeito que decidiu cobrir toda a capela, o que demorou vários anos, sendo a última parte coberta a do campanário.

Capela das Conchas, na Ilha da Toxa, em O Grove.

Visitar a renovada Catedral de Santiago de Compostela

Centenas de peregrinos cruzam-se todos os dias na Praça do Obradoiro, em frente à Catedral de Santiago de Compostela. Com obras terminadas recentemente, a catedral está totalmente visitável. A entrada para a igreja em si é gratuita. Mas a visita completa à Catedral inclui o museu, o claustro, o Pórtico da Glória, a biblioteca e a Sala do Tesouro.

Santiago de Compostela.