A ideia de liberdade também se mede em passeios a pé ou em bicicleta na natureza, pelos sete hectares do Parque Metropolitano da Biodiversidade, o novo pulmão verde do concelho seixalense, cuja primeira fase foi inaugurada a 25 de abril. Mas quando estiver completo, esta zona florestal na Verdizela vai somar 400 hectares de terreno, o que o vai tornar no segundo maior parque urbano da Grande Lisboa, apenas atrás de Monsanto.
O projeto foi criado para proteger e valorizar os habitats naturais da propriedade, ameaçados de extinção: os charcos temporários mediterrânicos, por agora ainda secos, e as charnecas húmidas atlânticas temperadas, um cenário dominado pelos urzais. O novo parque tem trilhos pedonais e cicláveis, um parque de merendas, arvoredo farto que permite várias zonas de sombra e a Casa da Biodiversidade, que é usada pelos biólogos da Associação Vita Nativa para estudarem a fauna e flora locais, mas que também pode ser visitada pelo público, mostrando exemplares de ninhos, carcaças de insetos ou penas.
- Parque Metropolitano da Biodiversidade, na Verdizela. (Fotografia de Reinaldo Rodrigues/GI)
- (Fotografia de Reinaldo Rodrigues/GI)
É ao lado deste edifício que se encontra um lago artificial, que representa o habitat orgânico de um charco, e onde se conseguem avistar algumas das 25 espécies identificadas no parque, como o sapo-corredor, a rã-verde, a libelinha, o camaleão, a lagarta de borboleta colibri ou a cobra-de-água-viperina.
O site da autarquia seixalense vai publicando as atividades planeadas nos próximos tempos no Parque Metropolitano da Biodiversidade, e que requerem inscrição prévia. A 28 de outubro, por exemplo, dá-se a conhecer os charcos e sua importância; a 11 de novembro acontece um passeio interpretativo da fauna e flora; a 25 de novembro junta-se degustação vínica a uma conversa sobre biodiversidade.
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