No quinto piso do cinco estrelas Hyatt Regency Lisboa, a panorâmica sobre o Tejo é tão desimpedida quanto vasta, tornando o Icon Bar & Rooftop numa das mais amplas varandas sobre o rio. No terraço, que se equilibra entre um ambiente elegante e descontraído, os finais de tarde e as noites de verão fazem-se espreitando-se ora o Cristo Rei e a Ponte 25 de Abril, o MAAT e o Museu da Eletricidade, o arvoredo da Tapada da Ajuda e a frente ribeirinha que liga a Doca de Santo Amaro a Belém.
O espaço tem capacidade para 70 pessoas e é versátil, das mesas pequenas para dinâmicas intimistas aos sofás que albergam grupos. Apesar de o hotel – que marcou a estreia do grupo americano em Portugal – ter sido inaugurado há um ano, o terraço só agora abriu. De propósito: “Depositámos a nossa energia no hotel, que está a funcionar muito bem. Agora colocamos a mesma energia no rooftop”, explica Javi Soler, diretor do Hyatt Regency Lisboa. Às sextas e sábados, a animação de DJ é garantida e aos domingos há música ao vivo.

Na carta do Icon cabe uma dezena de cocktails de autor. (Fotografias: DR)
A mixologia é o principal pilar do Icon, com reinterpretações dos clássicos da coquetelaria (a partir dos 16 euros). A carta tem uma dezena de cocktails, “leves, frescos e fáceis de beber”, descreve Filipe Ventura, responsável de bar, com duas décadas ligadas aos shakers, tendo passado pelo Sheraton Lisboa e o JNcQUOI.
O Summer Manhattan, um twist do clássico Manhattan, um “cocktail mais de inverno”, substitui o bourbon por rum e leva uma infusão de avelã e bitter de laranja, “tornando-o menos pesado e mais veranil”, diz Ventura. A Cosmic Margarita leva licor de coentros e lima e uma bolacha de ananás desidratado, enquanto o Mystic Mule, uma versão do Moscow Mule, troca a vodka por mezcal e é adornado por um suspiro de gengibre e limão. Na carta, cabem ainda mocktails, cocktails servidos numa taça (para partilhar em grupos de quatro a seis pessoas), mais de uma dúzia de vinhos e leque alargado de espirituosas.

O Icon é o mais recente terraço a abrir portas na capital.
Para acompanhar, há petiscos como kimchi com camarão-tigre e citrinos ou lírio com pimento e algas, criados por Tiago Silva, chef do Viseversa e também o responsável pela carta do novo restaurante que nasce depois do verão, o Odyssey, focado no fine dining, na cozinha de fogo e no slow cooking.
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