… passear entre muralhas e arte
Enquanto não chega a altura de colocar em dia a lista de viagens que se vão acumulando há mais de um ano, há outras formas de espreitar o mundo. É o caso da nova exposição gratuita de Vhils na Galeria Vera Cortês, em Alvalade. Fenestra mostra a rotina de cidades como Beijing, Hong Kong, Los Angeles, Paris e Shanghai em câmara lenta. É também em ritmo calmo que, volta e meia, passeio pelo Castelo de São Jorge, oportunidade para apreciar a vista panorâmica sobre os bairros típicos, entre muralhas, pavões e árvores centenárias, e de arejar (ainda) sem o habitual frenesim de turistas. NC
(Fotografia: DR)
… ao festival Inventa
A ponte de Mosteirô, que une Cinfães e Baião, serviu de palco – e pano de fundo – para o arranque do Inventa, festival de música e artes performativas que decorre durante 2021 e 22 em 14 municípios do Douro, Tâmega e Sousa. A “Travessia do Rio” abriu com o grupo de percussão Crassh, numa parada criada a partir de um workshop com a comunidade local. Seguiram-se as suítes de “Música Aquática”, de Händel, interpretadas pela Orquestra do Norte. A noite terminou em apoteose com o grupo basco de percussão e pirotecnia Deabr Beltzak. LM
(Fotografia: DR)
… comer à My Green Pastry
Sentar nos lugares da janela que dá para a Praça da República e pedir as especialidades veganas, doces e salgadas, que saem das mãos da chef pasteleira Martha Lemoine foi o arranque perfeito de mais um fim de semana. Uma espécie de omelete com farinha de grão-de-bico, pain perdu e sumo de morango, maçã e flor de laranjeira foram as nossas escolhas, que rematamos com pains au chocolat para levar. Uma delícia, tal como tudo o que brilha na montra, seja a tarte flan ou dos bolos de várias camadas e texturas. ALS
O PRATO DA SEMANA
A frescura do mar na boca
Ostra com tutano, molho ácido, maçã verde e gramata branca no Alma Nómada, em Porto Covo
(Fotografia: DR)
Quando a qualidade do produto fala por si, não vale a pena adulterá-lo muito. Foi o que fez o chef Ricardo Leite, do restaurante Alma Nómada, com esta ostra produzida na ria de Aveiro. “A ideia foi potenciar a ostra” um pouco mais do que servi-la aberta ao natural e com gotas de limão. Juntou-lhe o tutano maturado (medula óssea caramelizada) para conferir alguma gordura e cremosidade; folha de gramata branca (uma planta de mar) para acentuar o teor de sal; e pedaços de maçã verde para contrastar com acidez. O resultado, servido em cama de gelo picado, é, como se costuma dizer, a boa sensação de ter o mar na boca. E querer repetir. AR