Na The Royal Pacas Family, no Montijo, aprende-se tudo sobre as alpacas

Este é um projeto do casal Francisco e Patrícia Sá. (Fotografia de Leonardo Negrão/GI)
Na The Royal Pacas Family, Patrícia e Francisco Sá dão a conhecer tudo sobre a origem, hábitos e curiosidades das alpacas com quem vivem há três anos, numa quinta no Montijo,

Chamar-lhes mamíferos ruminantes da família dos camelídeos, com pelagem longa e sedosa, típicos dos Andes, na América do Sul, não lhes faz justiça. Primas dos lamas, as alpacas – crê-se – já interagem com os humanos desde os tempos dos Incas, que as criavam para extrair a sua preciosa fibra, e são uma espécie cheia de idiossincrasias e atributos, com variadas aplicações. Encantados pela sua beleza e personalidade, Patrícia e Francisco decidiram incluí-los no seio familiar, em 2020.

Ambos engenheiros do Técnico – ela na área aeroespacial a trabalhar na banca; ele na área do ambiente -, viram os dois filhos crescer entre brincadeiras com as duas cadelas e certo dia sentiram o apelo da mudança de estilo de vida, trocando Lisboa por uma quinta no Montijo. O primeiro confinamento deu-lhes tempo em casa, e a ideia que Patrícia guardava mentalmente há algum tempo, de criar alpacas, ganhou forma, sendo a altura ideal para poderem observar o comportamento desta espécie.

(Fotografia de Leonardo Negrão/GI)

Hoje a The Royal Pacas Family engloba 11 alpacas batizadas com nomes da família real britânica (visto que as primeiras vieram de Inglaterra). As seis fêmeas dão pelos nomes de Iona, Annie May, Camila, Vitória, Elizabeth e Kate; enquanto os machos se chamam Aragon, Harry, William, Charles e George. Elizabeth é a mais nova das ilustres, tendo nascido dia 24 de dezembro com uma pelagem branca. Quem visitar a quinta por estes dias poderá vê-la perto da mãe, com uma capa protetora do frio.

(Fotografia de Leonardo Negrão/GI)

“Normalmente, nascem em dias de sol, entre as 09h e as 16h”, explica o casal. “Ao fim de uma hora já estão de pé, em quatro horas estão a mamar e entre seis a oito horas já devem ser capazes de se alimentar sozinhas, como ditam as regras de sobrevivência no habitat selvagem, onde têm pumas como predadores”. No abrigo das fêmeas, os visitantes podem circular sem medo e alimentá-las com um balde de ervas. De vez em quando fazem “humming” e cospem para se afastar mutuamente.

Ração e suplemento mineral/vitamínico também fazem parte da dieta das alpacas, que são animais dóceis, altamente sociáveis e suscetíveis ao stress e à solidão, diz ainda Patrícia. Na segunda parte do circuito, os visitantes dão cenouras aos machos e passeiam-nos à corda. A visita termina com uma demonstração das principais diferenças entre a fibra de alpaca e a lã de ovelha, e sobre as aplicações possíveis (em vestuário, por exemplo). A quinta também recebe sessões de ioga e workshops.

(Fotografia de Leonardo Negrão/GI)

 

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