Mergulhos entre fósseis na Praia Fluvial do Pego

A Praia Fluvial do Pego fica no fundo de um vale escarpado, no Parque Icnológico de Penha Garcia, que é um dos geoparques da UNESCO. (Fotografia: Pedro Granadeiro/GI)
Um pequeno lago alimentado por uma cascata é o destino fresco para dias de sol na aldeia de Penha Garcia. Na Praia Fluvial do Pego, os mergulhos fazem-se junto a fósseis com mais de 480 milhões de anos.

Este cenário rural da Beira Baixa pode não ter um dourado areal, mas compensa isso de várias formas. Ir a banhos na Praia Fluvial do Pego, na aldeia raiana de Penha Garcia, no concelho de Idanha-a-Nova, não significa apenas mergulhar num pequeno e sossegado lago alimentado por uma cascata. É também sinónimo de um programa de férias rodeado de História. Afinal, esta praia fluvial encontra-se situada no fundo de um vale escarpado, no Parque Icnológico de Penha Garcia, que é um dos geoparques da UNESCO.

Pelas encostas que a rodeiam de todos os lados, não faltam vestígios de trilobites e outros seres marinhos, gravados nas rochas do parque, com fósseis que chegam a remontar a 480 milhões de anos. É por isso que esta piscina natural conta com dois animais flutuantes, uma trilobite e uma amonite (espécie de lula) gigantes, que dão cor e vida às águas desta praia fluvial. Em redor do lago, existe uma zona em deck de madeira onde se podem estender toalhas, mas os locais com sombra não são muitos, pelo que é importante vir até aqui num dia em que não esteja demasiado calor.

Praia Fluvial do Pego (Fotografia: Pedro Granadeiro/GI)

 

Além dos mergulhos e dos passeios junto aos fósseis históricos, também se pode caminhar até à barragem do parque e descobrir os moinhos de rodízio que estão espalhados pelas encostas. Foram recuperados recentemente e encontram-se em funcionamento. É por aqui que costuma estar Domingo Costa, o homem responsável pela manutenção dos moinhos há década e meia, e que recebe qualquer visitante com simpatia e amabilidade.

Como ir?
Partindo do Porto, pela A1, depois segue na A25, A23 e N345. De Lisboa, pela A1 e pela A23, depois pela N233 e 239.
Acesso a deficientes: não
Bandeira azul: não
Wc e chuveiros: não
Estacionamento: não

 

O QUE FAZER AO REDOR DA AREIA

# Caminhada pela aldeia
Rota dos Fósseis é o percurso pedestre onde se mostra o melhor de Penha Garcia, ao longo de três quilómetros. Passa pelo Parque Icnológico onde está a praia fluvial; pelo miradouro de homenagem aos combatentes locais da Guerra do Ultramar, na aldeia; pelo castelo templário rodeado de figueiras-da-Índia; ou pelo forno comunitário que ainda hoje é usado para fazer pão.

Rota dos Fósseis (Fotografia: Pedro Granadeiro/GI)

 

# Arte e livros num museu
O Núcleo Museológico São Pedro de Alcântara, no centro da aldeia, é um dos locais de excelência para os visitantes amantes de cultura. Entre as janelas amplas para as serras em redor, há exposições de arte regulares e zona de livraria, para colocar a leitura em dia. Há um mês, chegou a exposição “Os Séculos de S. Pedro de Alcântara”, que reúne esculturas de arte sacra, pintura, cerâmica e ourivesaria religiosa.

Núcleo Museológico São Pedro de Alcântara (Fotografia: Leonardo Negrão/GI)

 

# Cozinha regional bem servida
Desde a década de 1990 que esta casa se mantém cheia e com público fiel. O amplo Raiano, com espaço para mais de uma centena de pessoas, é uma das moradas obrigatórias na aldeia quando o assunto são doses generosas a bom preço. Os ensopados e guisados reinam por aqui, em carnes de caça como o javali e o veado, mas outro destaque é a prova de chouriço, típica por estas terras, feita com carne de porco frita.

 



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