Sagres mantém-se um bem preservado extremo territorial do Algarve, ainda que comece a fazer lembrar cada vez mais casos como os da Ericeira (Mafra) e Santa Cruz (Torres Vedras), também elas vilas de ADN piscatório que foram entrando para o mapa mundial dos praticantes, e amantes, de surf. Certo é que mantém a sua autenticidade e ritmos próprios, de que o pôr do sol visto do Cabo de São Vicente – o extremo sudoeste do continente europeu – é o momento mais emblemático.
Os romanos chamavam-lhe o Promontorium Sacrum em honra do deus Saturno, mas relativamente ao porto de pesca, sabe-se que as suas fundações remontam a um período anterior à conquista romana. Foi já no século XV que Sagres entrou no mapa associando-se à epopeia dos Descobrimentos, com a presença frequente de Infante D. Henrique (que em Lagos fundou a sua escola de navegação). E lá está ele, no Jardim de Sagres, de braço em riste a apontar para o horizonte.
O hotel Memmo Baleeira – herdeiro do Hotel da Baleeira construído em 1962 com assinatura do arquiteto Jorge Ferreira Alves – é um bom ponto de partida para ir à descoberta de Sagres, não só por estar numa falésia em cima do porto de pesca, mas também por se encontrar a poucos minutos a pé do centro. Desde 2007 que pertence à Memmo Unforgettable Hotels, sendo alvo de sucessivos melhoramentos. Do grupo são também os cinco estrelas Memmo Alfama e o Memmo Príncipe Real, ambos em Lisboa.
Quem por estes dias visitar o Memo Baleeira, perto da praia homónima, encontrará entre as novidades uma carta com pratos à base de produtos da nova estação, da autoria da chef algarvia Elisabete Oliveira (Jorge Fernandes é o chef executivo do grupo). Nas sopas, entrou uma canja de galinha do campo com hortelã; e nas entradas, há também agora tártaro de atum com cebolinho, creme de abacate, soja e palmito, e queijo de cabra gratinado com compota caseira de pêra e nozes.
À mesa do restaurante Fornaria é de se provar o risoto de polvo com concassé de tomate, parmesão e coentros frescos, mas vale a pena tomar nota das entradas do ravioli de cogumelos com frutos secos e molho branco; rigatoni de camarão com tomate cherry, espinafres e parmesão; e do lombinho de porco preto estufado com xerém de sêmola de milho e curgete. Já nas sobremesas há apenas uma novidade a destacar, a tarte de batata doce com amêndoa com sorbet de limão e manjericão.
Querendo-se ficar uns dias na localidade, o hotel dispõe de 111 quartos e 33 suítes T1 e T2, estas equipadas com sala de estar, kitchenette e máquina de café. São quartos de linhas simples e com áreas confortáveis, em que a vista pode ser frontal (vista mar a partir do interior do quarto), parcial (vista mar a partir da varanda do quarto) ou vista terra. À disposição dos hóspedes encontra-se ainda um spa com três salas de tratamento, sauna, banho turco e piscina interior aquecida, assim como uma piscina exterior com solário.
Ginásio, aulas de ioga, sala de estar com lareira e salas de reuniões e eventos são alguns dos serviços que complementam a oferta do hotel. Na receção, os hóspedes podem alugar bicicletas para explorar a vila e os arredores, e a Freeride Surf School Sagres (em frente) organiza aulas de surf, saídas de stand-up paddle e retiros de surf e ioga para os interessados. Trekking, observação de aves e passeios de barco são outras das atividades que o território convida a fazer, no Parque Natural da Costa Vicentina.
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