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Lisboa: no Quake aprende-se a reagir aos sismos, recriando o terramoto de 1755

O sismo, incêndios e tsunami de 1 de novembro de 1755 são recriados no Quake, em Belém. (Fotografia: DR)

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De hoje a cinco dias fará 267 anos que Lisboa foi abalada por um violento sismo de 7,7 na escala de Richter, a crer na conclusão do mais recente estudo sobre o tema. A catástrofe de 1 de novembro de 1755 cifrou-se em números impressionantes e marcou profundamente a Lisboa do século XVIII – reconstruída à luz do Iluminismo -, mas mais do que isso, o seu lastro também redefiniu a ciência, a política, a filosofia e o urbanismo; ditando, enfim, o futuro da capital, e por conseguinte de todo o país.

Tudo isto é contado no Quake – Centro do Terramoto de Lisboa, o mais recente museu da zona monumental de Belém. Pensado pelo casal Maria João Marques e Ricardo Clemente – ligados ao comércio internacional e ao marketing -, o projeto levou sete anos a tornar-se realidade, fruto de uma “paixão por Lisboa” e do desejo de criar uma atração turística com forte componente histórica. São quase dois mil metros quadrados divididos por 10 salas imersivas, com grande aparato tecnológico.

Os visitantes são convidados a participar numa missão que os leva a viajar até 1755 e às ruas da Lisboa joanina, marcada por grandes contrastes sociais e económicos. Passeia-se entre ruas de calçada de pedra, ouve-se os ruídos da azáfama mercantil e eis que, durante uma missa, o terramoto destrói e incendeia a cidade. A maioria dos estudos estima que tenham morrido entre 12 a 40 mil pessoas, e indica que 53 palácios e 46 conventos foram destruídos, tal como 70 mil livros da Biblioteca Real.

O sismo, os incêndios e o tsunami que se seguiu naquela manhã do Dia de Todos os Santos são recriados com um elevado grau de realismo através de videomapping e simuladores. A verdade, porém, é que ainda não se sabe tudo sobre o terramoto e as suas consequências, ainda que haja muita informação disponível, reconhece o historiador André Canhoto Costa, que juntamente com os sismólogos Luís Matias e Susana Custódio contribuiu para o rigor científico e histórico deste entretenimento.

(Fotografia: DR)

O objetivo último do Quake é “alertar a consciência sísmica dos visitantes”, diz a fundadora, dando-lhes informações úteis sobre o que fazer antes, durante e depois de um sismo. A visita termina numa loja, onde se pode comprar kits de emergência, e numa cafetaria que convida a provar os doces Tremores de Freira, inspirados no receituário conventual. Entre 11 e 20 deste mês haverá uma feira do livro no Terreiro das Missas, com conversas e palestras de acesso gratuito, e podcasts no Quake – Centro do Terramoto de Lisboa.

 

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