Lisboa: Museu do Oriente celebra novo ano lunar com visitas e oficinas

Vem aí o Ano do Tigre. (Fotografia: DR)
A entrada no novo ano lunar é no dia 1 de fevereiro, mas o Museu do Oriente, em Lisboa, começa a celebrar antes, com a realização de visitas e oficinas destinadas a famílias - bebés incluídos. Arrancam já no dia 22 as atividades para comemorar o Ano do Tigre - para trás fica o do Búfalo.

A oficina “O Ano Novo” marca o arranque das comemorações, no próximo dia 22, com pais e bebés até aos 12 meses a festejar juntos segundo a tradição chinesa, ou seja, com papelinhos vermelhos e batidas em tambor. No mesmo dia, bebés dos 12 aos 36 meses podem ficar a conhecer a “A Lenda do Zodíaco Chinês”: há longo tempo, Buda terá convidado todos os animais da floresta para festejar o Ano Novo, mas só apareceram 12. Para os recompensar, ter-lhes-á atribuído um ano do calendário lunar, recaindo sobre cada um determinadas funções e simbolismos. Ambas as atividades custam 4,5 euros por participante, criança ou adulto.

Programa de atividades para toda a família arranca neste mês.
(Fotografia: DR)

Exposições vão ser alvo de visitas guiadas. (Fotografia: DR)

Pelo meio, há muito para aprender, ver e fazer, envolvendo temáticas como as diferentes formas da lua, a caligrafia chinesa, o “casaco de dragão” exposto no museu ou os recortes de papel com que os orientais enfeitam as casas, para atrair boa sorte e prosperidade. Essa tradição é recriada na atividade “Histórias com… o tigre com recortes de papel”, agendada para o próximo dia 30, véspera de ano novo, a troco de 6 euros por participante.

O dia 30 corresponde também ao último domingo do mês, altura em o museu organiza visitas guiadas às suas exposições. “Presença Portuguesa na Ásia” permite aprofundar os conhecimentos sobre as relações entre Portugal e o Oriente desde o século XV; e “A Ópera Chinesa” conta a história dessa arte através de 280 peças, entre trajes, toucados, perucas, máscaras ou fotografias. A entrada custa 7 euros.

De acesso livre, mas sujeita a inscrição, e para maiores de 16 anos, é a visita orientada que tem lugar no dia 1 de fevereiro, às 17h, tendo como tema a chegada do novo ano lunar.

Oficinas de trabalhos manuais para construir máscaras integram a programação.
(Fotografia: DR)

Os festejos estendem-se da lua nova, que marca o início do ano, ao 15.º dia, correspondente à noite de lua cheia. É então que decorre o Festival das Lanternas, pondo fim às comemorações. A propósito, no dia 12 de fevereiro, há a oficina “Lanternas Chinesas”, dedicada à criação das mesmas (preço: 4,5 euros). E, no dia 26, a lenda do chamamento de Buda serve de base à oficina “Constrói a tua máscara” (preço: 5 euros). Nesta última, crianças dos 7 aos 12 anos são desafiadas a criar uma máscara o seu animal preferido do zodíaco chinês.

Dar a conhecer o animal regente do ano novo lunar que se avizinha, assim como o seu simbolismo, é o ponto de partida do programa. “Prevê-se que este seja um ano dinâmico, porque o tigre, de acordo com a tradição chinesa, traz determinação, força, flexibilidade e espontaneidade”, fez saber, em comunicado, a Fundação Oriente, que tutela aquele museu. Na China, é encarado como o rei dos animais e associado à força e à vivacidade, além de representar, na natureza, o princípio masculino (yang).

(Fotografia: DR)



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