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Jardins, trilhos e circuitos históricos: quatro passeios para fazer este outono

Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian (Fotografia de Orlando Almeida/GI).

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# Ver as cores do outono
Passear por jardins e parques é uma atividade prazerosa durante quase todo o ano, mas agora que as folhas ganham novas colorações, dando o verde lugar a tons mais quentes, é um momento especialmente bonito.
Naqueles que são considerados por alguns como os jardins românticos mais bonitos da Europa, os Jardins do Palácio de Cristal, no Porto, os tons amarelados já estão a despontar nas folhas dos plátanos e das tílias, árvores que dão nome a duas das avenidas em volta do Palácio de Cristal. E montinhos dispersos de folhagem estaladiça e cor de ferrugem começam agora a ver-se um pouco por todas as suas áreas circundantes.
Em visita a este espaço verde, projetado, em grande parte, pelo paisagista Émilie David, na segunda metade do século XIX, vale a pena parar nos miradouros com vista para o rio e a para a outra margem, do torreão e da Casa do Roseiral, deambular pelo Jardim dos Sentimentos, passear à volta do lago, descobrir a Capela Carlos Alberto, a gruta de Camões e as fontes. Para piqueniques ou momentos de repousa há mesas e cadeiras em pedra, bancos em madeira, e extensas áreas relvadas. Ana Luísa Santos

Jardins do Palácio de Cristal (Fotografia: José Mota/GI)

+ Parques e jardins:
Parque da Lavandeira, Vila Nova de Gaia
Parque de São Roque, Porto
Jardim da Estrela, Lisboa
Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa

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# Ser turista na própria cidade
Conhecer melhor os três mil anos da história de Lisboa (dias 10 e 24 de outubro) e desbravar os trilhos do Parque Florestal de Monsanto (dia 25) são duas das sete sugestões de passeios a pé que a Inside Lisbon elaborou especialmente para os portugueses, agora que as famílias regressaram à cidade. Colocando os lisboetas na pele de “turistas”, no primeiro caso dá-se a conhecer uma série de histórias e curiosidades acerca da cidade das sete colinas, num passeio de quatro quilómetros com início na Praça do Rossio e término na Praça do Comércio.
Já o passeio de quatro horas pelo Parque Florestal de Monsanto promete desvendar vestígios e locais desconhecidos da maioria das pessoas, como “pedreiras, trilhos antigos e parques esquecidos”, percorrendo ainda miradouros. Na Grande Lisboa, a Inside Lisbon também tem passeios marcados para Sintra, no Parque da Pena (dia 18 de outubro) e em Monserrate (dia 11), ambos com uma componente histórica e contemplativa da paisagem, e ideais para toda a família. André Rosa

Inside Lisbon (Fotografia: Sónia Guerreiro)

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# Fazer um circuito histórico
Até ao final do ano, há um circuito histórico no Penha Longa que dá a conhecer o seu mosteiro do século XIV, bonitos jardins e outros pontos de interesse por onde passeava a realeza. A fundação do Penha Longa data de 1355, ano em que Frei Vasco Martins, natural de Leiria e monge da ordem de São Jerónimo italiana, regressou a Portugal com autorização papal para construir dois mosteiros – o de Penha Longa, em Sintra, e o de Mato, em Alenquer. Foram precisos cinco séculos e quatro reinados para erguer o mosteiro de São Jerónimo, e um dos protagonistas foi D. Sebastião, ele que muitas vezes subia à “pedra longa” e alta do Penedo dos Ovos “para ver o mar e se inspirar nas suas estratégias de guerra”, conta António Macias, autor deste circuito histórico do Penha Longa Resort.
O penedo, cuja cruz no topo se avista bem ao longe, é só um dos 10 pontos de interesse do passeio, uma caminhada de cinco quilómetros que obriga a levar roupa e calçado confortáveis. Há muito mais para ver, como o próprio mosteiro do século XIV e a igreja que acolhe “uma das principais coleções privadas de azulejos em Portugal”. O Jardim do Núncio, de estilo renascentista, é outro dos pontos altos do passeio, que dura cerca de uma hora sem nunca sair dos limites da propriedade de cerca de 220 hectares, em pleno Parque Natural Sintra-Cascais. André Rosa

Reservas: 219249036/wellness.penhalonga@penhalonga.com.
Circuito a partir de 80 euros (até cinco pessoas); 15 euros por pessoa (5 a 10 pessoas), até 30 de dezembro, horário sob consulta

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# Dedicar um mês à música
Palmela conquista pela História, mas também pela música, e este mês há uma programação cultural de largo espectro para acompanhar em vários locais. Em destaque, uma oficina de música eletrónica no Centro Cultural de Poceirão (dia 17 às 16h), e o espetáculo “Vingança – uma ópera do tempo da Todi e da Madonna”, no Cineteatro São João (dia 31, às 18h e às 22h), a segunda criação da Companhia de Ópera de Setúbal, dirigida pelo maestro Jorge Salgueiro.
Numa lógica descentralizada, o Centro Cultural de Poceirão recebe ainda o “Concerto com Melgazarra” (dia 17 às 22h) e um espetáculo com o Grupo Monda (dia 24 às 21h), que promete fundir o Cante Alentejano com “as novas tendências musicais”, aproximando-o da World Music. Entre concertos fica a hipótese de visitar o concelho, do castelo ao centro histórico, passando pela arte urbana surpreendente de Quinta do Anjo e pelas provas dos licores Arrabidine. André Rosa

Cineteatro São João (Fotografia: Leonardo Negrão/GI)

Palmela é Música
Eventos gratuitos (mediante inscrição ou levantamento de bilhetes)