Publicidade Continue a leitura a seguir

Ir a banhos num vale glaciário, na Praia Fluvial de Loriga

Praia Fluvial de Loriga. (Fotografia de Reinaldo Rodrigues/GI)

Publicidade Continue a leitura a seguir

A água fria e cristalina da ribeira de Loriga brota no planalto superior da Serra da Estrela e percorre o seu caminho até encher a praia fluvial de Loriga, para gáudio de quem procura refrescar-se nos dias de canícula. Situada a 800 metros de altitude esta é, na verdade, a única praia portuguesa situada num vale glaciário com milhares de anos, o que a torna ainda mais especial – e geologicamente rica.

A paisagem apresenta um relevo acidentado e um solo pedregoso, rodeando a praia de matos de giesteira-das-serras e giesta branca. Uma vez que ela se espraia em socalcos, os banhistas conseguem distribuir-se pelo cenário natural com mais facilidade, sem abdicar das sombras. Já este ano, a praia de Loriga foi distinguida pela Quercus com o galardão de ouro relativamente à qualidade da água.

Loriga foi também uma praia finalista no concurso das 7 Maravilhas – Praias de Portugal e visitando-a compreende-se porquê. Além do enquadramento natural, ganha pontos por ter estacionamento, sanitários, posto de primeiros socorros, parque de merendas, bar com esplanada, parque infantil e acesso pedonal direto à água. Os amantes do desporto e da aventura encontram também aqui atividades.


O que fazer em redor:
Comer cabrito assado n’O Vicente
Cabrito à padeiro, bacalhau com broa e bacalhau à fonte sagrada (com broa e farinheira) são pratos bem capazes de repor os níveis de energia depois de uma tarde de mergulhos ou de uma caminhada pela zona. Patrícia Vicente gere este restaurante com o irmão Hugo, que ajuda na cozinha, e sugere arroz doce com leite creme para sobremesa. O Vicente é também o alojamento local “mais próximo da praia fluvial” de Loriga, diz Patrícia, com 18 quartos distribuídos por duas casas e regime de pequeno-almoço opcional.

Comprar bolo negro na Loripão
A Loripão é uma das poucas padarias que fabricam o bolo negro, exclusivo de Loriga e que, ao que a história indica, foi herança de uma colónia inglesa que ali se fixou no século XIX (daí ter um formato idêntico ao do bolo inglês). Feito com ovos, açúcar, farinha, leite e canela, este bolo de cor escura e fatias húmidas e uniformes é levado a cozer num grande forno a 270 graus durante 70 minutos. Antigamente, era consumido apenas em épocas festivas.

Fazer a Rota da Garganta de Loriga
A Rota da Garganta de Loriga, de nível difícil, com 8,7 quilómetros de extensão, começa em Salgadeiras, termina no Largo da Carreira, na aldeia de Loriga, e é uma das principais da região. Deve o nome aos patamares glaciários que se multiplicam e permite ver, no alto do vale, o Covão Boieiro e a barragem de Covão do Meio. Observam-se ainda estruturas rústicas ligadas à transumância e geoformas, sendo o verão a melhor época para ver algumas das flores mais raras da serra.